FIEMG considera exagerada a elevação da taxa SELIC

Comitê de Política Monetária (Copom) sobe taxa de juros básicos para 4,25% ao ano. A FIEMG considera exagerada a decisão do Comitê de Política Monetária – Copom, do Banco Central do Brasil, de elevar a taxa SELIC de 3,50% para 4,25% ao ano. Para a federação mineira, o ritmo acelerado de aumento da taxa SELIC prejudicará a recuperação da economia brasileira, ainda muito fragilizada pela persistência da pandemia de Covid-19. A despeito do crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre de 2021, no mesmo período, a taxa de desemprego alcançou 14,7%, a maior desde o início da série histórica (2012).



17/06/2021 - A FIEMG considera exagerada a decisão do Comitê de Política Monetária – Copom, do Banco Central do Brasil, de elevar a taxa SELIC de 3,50% para 4,25% ao ano.


Para a federação mineira, o ritmo acelerado de aumento da taxa SELIC prejudicará a recuperação da economia brasileira, ainda muito fragilizada pela persistência da pandemia de Covid-19. A despeito do crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre de 2021, no mesmo período, a taxa de desemprego alcançou 14,7%, a maior desde o início da série histórica (2012).


O setor de serviços, responsável por aproximadamente 70% do PIB nacional, segue negativamente impactado pela necessidade de distanciamento social. Adicionalmente, as incertezas relacionadas à crise hídrico-energética são crescentes, impondo riscos de choque de oferta adverso para a economia.


Por sua vez, há uma expectativa de descompressão inflacionária diante da recente valorização do real frente ao dólar e da acomodação dos preços internacionais de commodities agrícolas metálicas.


No balanço desse cenário, a FIEMG entende que essa escalada dos juros representa mais um desafio para os setores produtivos, e, consequentemente, para a retomada do emprego, da renda e do crescimento econômico sustentável.


Fonte: FIEMG