Faturamento das indústrias de Minas Gerais caiu 18,8% em abril

O faturamento da indústria geral, que engloba a indústria da transformação e a extrativa, caiu 14,8% em abril na comparação com março. Em relação ao mesmo período de 2019, o recuo foi de 18,8%. No acumulado do ano, as perdas já chegaram a 5,1% e a 4,8% no acumulado de 12 meses. Os dados compõem a Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais (Index), foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e mostram, sobretudo, os impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no setor.


04/06/2020 - O faturamento da indústria geral, que engloba a indústria da transformação e a extrativa, caiu 14,8% em abril na comparação com março. Em relação ao mesmo período de 2019, o recuo foi de 18,8%. No acumulado do ano, as perdas já chegaram a 5,1% e a 4,8% no acumulado de 12 meses.

Os dados compõem a Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais (Index), foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e mostram, sobretudo, os impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no setor.

A retração verificada no mês passado foi a terceira mais representativa da série histórica, que teve início no ano de 2003. Os números só foram mais expressivos em novembro de 2008 (-19,1%), por causa dos reflexos da crise econômica mundial, e em maio de 2018 (-18,2%), quando eclodiu a greve dos caminhoneiros.

Conforme destaca a analista de estudos econômicos da entidade, Júlia Silper, muitas empresas pararam ou reduziram o nível de produção em virtude das medidas de isolamento social, tomadas para evitar a propagação do Covid-19. Além disso, tiveram de se readequar à demanda, pois o consumo também está se retraindo.

Todo esse cenário contribuiu para que as horas trabalhadas na produção diminuíssem 14,6% em abril em relação a março e 19,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a retração foi de 3,3%, e de 0,7% no acumulado de 12 meses.

Já a utilização da capacidade instalada atingiu a sua mínima histórica (73,9%) em abril, chegando a 77,8% no acumulado do ano.

O emprego no segmento industrial também atingiu a sua maior retração na série histórica, de 1,5%, na passagem de março para abril. Porém, quando a comparação é feita com o mês de abril do ano passado, houve aumento de 1,3%. No acumulado de 2020, o avanço foi de 4,1%, e de 3,3% no acumulado de 12 meses.

Os números foram positivos em relação à massa salarial, com crescimento de 1,1% em abril na comparação com março, de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de 4,4% no acumulado do ano e de 3,4% no acumulado de 12 meses.

O mesmo se verifica quando o assunto é o rendimento médio real, que avançou 1,4% no mês passado em relação a março, 6,1% na comparação com abril de 2019, 0,2% no acumulado de 2020 e 0,1% no acumulado de 12 meses.

Entretanto, essa realidade mais positiva nos dois indicadores (massa salarial e rendimento médio real) foi ocasionada pelos pagamentos de férias e rescisões de contratos, medidas que foram adotadas por diversas empresas por causa da crise instaurada pela pandemia.

Cenário – Os números negativos vieram depois de um primeiro bimestre bem mais promissor, conforme destaca Júlia Silper. No começo do ano, diz, os indicadores mostravam uma retomada gradual da economia. Agora, o que restou é um cenário de dúvidas. “A palavra da vez é incerteza”, pondera.

A analista de estudos econômicos da Fiemg lembra, inclusive, que a cidade de Belo Horizonte começou a reabertura comercial. No entanto, na semana passada, quando se esperava o anúncio de uma nova fase em que mais estabelecimentos reabririam as portas, isso não ocorreu, por causa dos cuidados necessários para evitar um maior contágio do Covid-19.

“Não se tem certeza de quanto tempo o isolamento social vai durar, se haverá a permissão de reabertura das atividades e depois o fechamento novamente, em caso de uma segunda onda de contaminação. As empresas não têm como se planejar, projetar a demanda. É um cenário em que quase tudo fica travado, como os investimentos e contratações”, salienta.

Fonte: Diário do Comércio

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