Faturamento da indústria em MG cresce 25,2% no 1º semestre

A utilização da capacidade instalada do parque industrial de Minas Gerais atingiu 85,1% em junho contra 83,9% no mês anterior. A expansão do comércio mundial, a valorização do dólar e a alta das commodities, com destaque para o minério de ferro, foram fundamentais para que a produção industrial, em Minas Gerais, apresentassem resultados positivos ao longo de junho e do primeiro semestre. De acordo com os dados da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), em junho o faturamento geral da indústria mineira cresceu 2,7%, acumulando uma alta de 25,2% no primeiro semestre. Se comparado junho com o mesmo período de 2020, a expansão chegou a 30,2%. O Index é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).


Foto: Miguel Angelo


05/08/2021 - A expansão do comércio mundial, a valorização do dólar e a alta das commodities, com destaque para o minério de ferro, foram fundamentais para que a produção industrial, em Minas Gerais, apresentassem resultados positivos ao longo de junho e do primeiro semestre. De acordo com os dados da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), em junho o faturamento geral da indústria mineira cresceu 2,7%, acumulando uma alta de 25,2% no primeiro semestre.


Se comparado junho com o mesmo período de 2020, a expansão chegou a 30,2%.


O Index é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)


A expectativa para os próximos meses é positiva no que se refere à retomada das atividades econômicas, o que vem sendo alcançado com o avanço da vacinação contra a Covid-19. Porém, ainda existem receios em relação às novas variantes da Covid-19 e também em relação à inflação e ao desemprego, que seguem a níveis elevados.


A analista de estudos econômicos da Fiemg, Júlia Silper, explica que, em junho, foi registrada expansão em cinco das seis variáveis analisadas.


“O faturamento da indústria geral aumentou pelo segundo mês consecutivo, resultado do desempenho positivo nas indústrias extrativas e de transformação, com destaque para a mineração e siderurgia. O emprego também avançou e completou 11 meses sem registrar quedas. A massa salarial cresceu puxada pelo pagamento de participações nos lucros e resultados em algumas empresas, o que influenciou a expansão do rendimento médio real. A utilização da capacidade instalada também mostrou elevação no mês”.


Conforme os dados, no faturamento da indústria, em junho, foi registrada alta de 2,7% frente a maio e de 30,2% frente ao sexto mês de 2020, quando a pandemia interferia de forma mais ampla na economia. O resultado de junho, frente a maio, teve como base a alta na indústria extrativa de 6,3% e de transformação de 1,8%.


No mês, o emprego avançou 0,9% frente a maio e 8,1% na comparação com junho de 2020. Já as horas trabalhadas aumentaram 15,4% frente junho de 2020, mas recuaram 0,2% na comparação com maio.


A utilização da capacidade instalada chegou a 85,1% em junho, ante 83,9% registrado em maio. A expansão foi puxada pelos aumentos de 2,1 pontos percentuais na indústria extrativa e de 0,7 p.p. na indústria de transformação. O índice ficou acima da média histórica, que era de 82,7%.