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Faturamento da indústria de MG cresce 1% no acumulado do ano

Desempenho é considerado moderado pela Fiemg depois de alternância de meses com avanço e queda. Apesar de registrar uma queda de 2,2% em julho na comparação com o mês imediatamente anterior, o faturamento do setor industrial de Minas Gerais cresceu 1% no acumulado dos sete primeiros meses deste ano ante o mesmo intervalo de 2021. A informação é da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O incremento registrado após meses de altas e baixas no desempenho do faturamento foi considerado moderado pela economista da Fiemg, Julia Silper.


As horas trabalhadas no parque industrial mineiro aumentaram 1,2% em julho após o retorno de férias coletivas | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC


Por Dione AS


06/09/2022 - Apesar de registrar uma queda de 2,2% em julho na comparação com o mês imediatamente anterior, o faturamento do setor industrial de Minas Gerais cresceu 1% no acumulado dos sete primeiros meses deste ano ante o mesmo intervalo de 2021. A informação é da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).


O incremento registrado após meses de altas e baixas no desempenho do faturamento foi considerado moderado pela economista da Fiemg, Julia Silper. Segundo a especialista, esse resultado decorre do impacto nas exportações do setor extrativo mineral e de transformação.


“Dentro desse período, no acumulado do ano, os índices performaram bem, tendo a alta de 1% como a média desse período. E, se observarmos o desempenho da indústria extrativa, temos um incremento em 1,9%. Já em relação à indústria de transformação, há um aumento de 0,9%”, explica a economista.


“Enquanto isso, nesse mesmo intervalo de tempo, as horas trabalhadas pela indústria em geral registraram uma elevação de 0,8%. Dentro desse indicador, as indústrias extrativas alcançaram 4,1% em virtude de uma expansão do setor. Já as indústrias de transformação contam com um crescimento de 0,5%”, detalha a especialista, considerando ainda que a mesma expansão das indústrias teve como reflexo um aumento geral em 1,3% no acumulado do ano.


Cenário desafiador

Apesar do resultado moderado, de certa forma esperado considerando o acumulado do ano, a Fiemg está acompanhando o atual cenário. Para Julia Silper, a expectativa é que a indústria mineira enfrente um cenário externo bem desafiador, o que pode impactar expressivamente no faturamento dos próximos meses. A começar por uma dependência do mercado chinês.


“Podemos considerar que o cenário segue mais atento em relação às commodities metálicas. Afinal, somos dependentes de uma certa forma de crescimento impulsionado pela China. Eles estão enfrentando uma conjuntura que não é uma das mais favoráveis. Ultimamente, a China tem sofrido com ondas extremas de calor, o que tem provocado o desabastecimento energético do País”.


De acordo com a Administração Meteorológica da China (CMA), uma onda de calor recorde que se estende por toda a nação há 26 dias tem provocado apagões e fechamentos de indústrias. Atualmente com temperaturas a 41ºC, onde a média anual é de 10,7ºC, a falta de energia tem impactado também no setor de construção civil.


Outro fator, segundo a economista da Fiemg, e que tem impactado o setor industrial não somente em Minas, mas em todo o País, é o lockdown chinês. Ontem, o governo chinês decretou a ampliação das medidas de fechamento de polos industriais, tecnológicos, logísticos e comércio sem fim previsto. A medida atingirá 65 milhões de pessoas. Enquanto isso, as indústrias extrativas e indústrias de transformação em Minas, temem uma piora nos resultados.


E o resultado já chegou. O faturamento do setor caiu 2,2% em julho, ante junho. Por outro lado, as horas trabalhadas na produção avançaram 1,2%, após três meses de recuo, em virtude do retorno ao trabalho após a concessão de férias coletivas no mês anterior em várias empresas do Estado.


Os indicadores do mercado de trabalho em relação à indústria apontam que o emprego ficou estável em junho quando comparado a julho. No entanto, a massa salarial registou um crescimento de 1,9%. O avanço é justificado pela concessão de reajustes salariais, pagamentos de horas extras, gratificações, distribuição de lucros, assim como do adiantamento do 13° salário já iniciado.


Cotação internacional do minério avança 4%

Manila – Os contratos futuros de minério de ferro se recuperaram ontem após o sell-off da semana passada, com traders apostando que a baixa dos preços foi atingida apesar das preocupações persistentes sobre as restrições intensificadas da Covid-19 na China, maior produtora mundial de aço.


O minério de ferro mais negociado para janeiro na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações com alta de 4%, a 692 iuanes (US$% 99,85) a tonelada.


Na Bolsa de Cingapura, o contrato de outubro mais ativo do insumo siderúrgico subiu 4,5% a US$ 98,75 a tonelada.


Na sexta-feira (2), o minério de ferro de Dalian atingiu uma baixa de cinco semanas, a 652 iuanes por tonelada, enquanto o minério de ferro SGX caiu para uma baixa de contrato de 92,75 dólares por tonelada em meio a crescentes preocupações com a demanda, já que novos surtos de Covid-19 levaram a China a aumentar as restrições.


“O minério de ferro carece de impulso ascendente no curto prazo, mas o espaço para queda também é limitado”, disseram analistas da Zhongzhou Futures em nota.


Atualmente, 33 cidades estão sob lockdowns parciais ou totais, afetando mais de 65 milhões de habitantes, segundo uma estimativa da revista financeira chinesa Caixin.


A desaceleração do setor imobiliário na China e os lockdowns generalizados antes do Congresso do Partido Comunista, que ocorre a cada cinco anos, a partir de 16 de outubro, devem diminuir a demanda doméstica por minério de ferro e aço durante a temporada de pico de construção de setembro a outubro. (Reuters)


Fonte: Diário do Comércio

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