Faturamento da indústria avança 1,4% em Minas Gerais

O faturamento do parque fabril mineiro cresceu 1,4% em julho frente a junho, marcando o terceiro mês seguido de crescimento. O desempenho positivo é explicado pela retomada gradual de atividades que estavam paralisadas em empresas do segmento extrativo, e pelo aumento das exportações de minério de ferro. De acordo com a analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Júlia Silpe, o principal destaque da Pesquisa Indicadores Industriais (Index) está no resultado positivo da indústria geral, impulsionado pela mineração.



09/09/2021 - O faturamento do parque fabril mineiro cresceu 1,4% em julho frente a junho, marcando o terceiro mês seguido de crescimento. O desempenho positivo é explicado pela retomada gradual de atividades que estavam paralisadas em empresas do segmento extrativo, e pelo aumento das exportações de minério de ferro.


De acordo com a analista de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Júlia Silpe, o principal destaque da Pesquisa Indicadores Industriais (Index) está no resultado positivo da indústria geral, impulsionado pela mineração.


“O faturamento da indústria geral cresceu em razão do avanço de 19,8% na indústria extrativa”. O faturamento do setor industrial avançou 24,2%, ante julho de 2020, impulsionado pelo crescimento de 125% no segmento extrativo e de 9,1% na indústria de transformação 9,1% no período.


Apesar desse crescimento, a preocupação agora é com a crise hídrica e a alta da inflação. Segundo Júlia Silpe, a tendência para os próximos meses é a de que a indústria mineira cresça em ritmo mais lento. O nível baixo dos reservatórios hídricos, a inflação elevada, o aumento da taxa básica de juros, podem afetar diretamente a produção fabril.


“A crise hídrica compromete o fornecimento de energia elétrica que, por consequência, atinge diretamente a produção industrial. Além disso, temos o agravante da alta da taxa básica de juros que afeta a aquisição de insumos e matéria-prima, que fere a indústria de transformação”, pontua.


A analista de estudos econômicos da Fiemg destaca ainda que alguns parques fabris no Estado estão sentindo a escassez global de alguns componentes, como os semicondutores e os chips, o que deve contribuir para a desaceleração da atividade industrial.


“O setor automotivo está sentindo a falta de matéria-prima, a construção civil também, com a escassez do aço, e depois com a elevação do preço e o que tememos é que isso possa repetir com a inflação elevada e a crise na energia elétrica”, salienta Silpe.</p>


EMPREGO

A pesquisa também indica que o emprego no setor ficou praticamente estável em julho, totalizando 12 meses sem registrar decréscimos. A massa salarial caiu, influenciando a queda no rendimento médio real. As horas trabalhadas na produção também recuaram, devido a reestruturações internas em empresas do segmento de transformação.


Comparativamente a julho de 2020, o índice geral cresceu 9,2%, em razão dos avanços nos dois segmentos da indústria: extrativo (10,1%) e de transformação (8,9%).


De janeiro a julho, o emprego da indústria geral acumulou elevação de 4%, puxado pelos aumentos de 8,8% na indústria extrativa e de 3,5% na indústria de transformação. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice cresceu 1,1%.


De janeiro a julho, frente ao mesmo período de 2020, cinco dos seis indicadores pesquisados mostraram aumento. “O desempenho positivo dos índices refletiu o avanço no calendário de vacinação e, consequentemente, o maior grau de mobilidade em 2021, em virtude da flexibilização das medidas de restrição à circulação para conter a pandemia de Covid-19”, acrescenta Júlia Silpe.


Fonte: Diário do Comércio