Fabricantes de papel e celulose do Estado reduzem em 20%, na média, as atividades

A paralisação parcial da economia com o novo coronavirus reduziu a demanda das indústrias mineiras de celulose, papel e papelão, que cortaram 20%, em média, a produção. Os fabricantes de embalagens para o comércio foram mais afetados, com casos até suspensão das atividades por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sinpapel, Antônio Eduardo Baggio, os grandes produtores de papéis para embalagens e caixas de papelão ondulado foram menos impactados porque atendem a muitos setores e à agroindústria e exportam parte da produção.


Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Por Michelle Valverde

26/05/2020 - A suspensão de diversas atividades para o enfrentamento ao novo coronavírus vem prejudicando a demanda das indústrias de celulose, papel e papelão de Minas Gerais. De uma forma geral, as empresas estão trabalhando com redução média de 20% nas atividades, aguardando uma retomada da economia tanto no Brasil quanto no exterior.

Os fabricantes de embalagens para lojas e o comércio foram os mais afetados, levando a redução mais drástica da produção e, em alguns, casos, a suspensão das atividades por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais (Sinpapel), Antônio Eduardo Baggio, a crise provocada pelas medidas de contenção ao avanço do novo coronavírus afetou o setor, que vivenciava um período de recuperação das atividades e boas expectativas de mercado.

“Esta crise criada pelo coronavírus veio apanhar este setor num momento em que estava em franca recuperação dos níveis de atividades, que prenunciava um ano de redenção para o setor. Todas as empresas dos diversos subsetores desta atividade apresentam atualmente dificuldades em diversos graus de afetação, sendo que as menores estão sendo mais impactadas por esta crise do que as empresas de maior porte”.

Ainda conforme Baggio, os grandes fabricantes de papéis para embalagens e caixas de papelão ondulado estão sendo os menos impactados pelos efeitos negativos. Isso porque essas indústrias atendem clientes de muitos setores industriais, da agroindústria e alguns também exportam a produção. Essa diversificação de clientes e de atuação no mercado faz com as empresas consigam equilibrar a redução da demanda e tenham perdas menores, ficando em cerca de 10% a 15% nos volumes de produção.

Já os pequenos convertedores de caixas de papelão ondulado, cujos clientes são dos setores de atividades diversas, amargam uma queda de 30% a 40% nos volumes de produção.

“Neste caso, os prejuízos atingem em menor escala os produtores de caixas para alimentos, como pizzas – e que por isto mesmo demitiram somente um pequeno percentual do seu quadro de pessoal, tendo colocado o restante no regime de redução de jornada de trabalho”, disse Baggio.

Já os fabricantes de embalagens para lojas e o comércio em geral foram duramente afetados na produção de sacolas e caixas. “Neste segmento, alguns paralisaram as suas atividades, com retorno ainda indefinido e outros tiveram que optar por uma redução de jornada mais profunda”.

Baggio explica que, de uma forma geral, as empresas de celulose, papel e papelão estão, na média, trabalhando com redução de atividades em 20%, aguardando uma retomada da economia tanto no Brasil quanto no exterior.

Estratégias – Para reduzir os prejuízos, empresas estão recorrendo às linhas de crédito criadas pelo governo federal para o enfrentamento da crise provocada pelo coronavírus.

A antecipação de férias e a redução de jornadas, também têm sido opções dos empresários. “As empresas do setor, em sua grande maioria, estão utilizando as ferramentas e recursos disponíveis para o enfrentamento da situação e em alguns casos têm recorrido ao socorro financeiro disponível nas linhas de crédito oficiais. A modalidade de suspensão do contrato de trabalho está sendo pouco utilizada até aqui – tende a crescer se a crise não passar logo – o que reflete a esperança das empresas retomarem logo as suas atividades e salvar do desastre o ano, no segundo semestre, que tradicionalmente representa 60% da atividade anual”.

Para evitar a proliferação do vírus, as empresas também aumentaram de forma exponencial as medidas profiláticas e de prevenção para os colaboradores portadores de comorbidades, como as grávidas e os maiores de 60 anos, sendo afastados junto com outros colaboradores aptos a desenvolverem trabalhos no regime de home office.

“Outros ainda foram colocados em férias e alguns – neste momento – em regime de redução de jornada, devido à queda das atividades principalmente nas empresas fabricantes de embalagens para padarias e para lojas comerciais que foram mais duramente atingidas pela queda de consumo do mercado e das suas vendas”, disse Baggio.

Fonte: Diário do Comércio

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