Especialistas comentam o atual cenário e prospecções para o setor de tissue

Dineo Silvério, presidente da Fabio Perini Brasil, William Santos, gerente geral da Hergen, e Abílio Franco, diretor executivo da Contech, foram os participantes do quarto Painel Tissue Online. No dia 31/07 aconteceu o lançamento do quarto Painel Tissue Online. O debate teve como tema: Uma análise do cenário atual e as perspectivas de investimento do mercado de papel tissue. Os quatro especialistas debateram como estão enxergando o atual cenário.



06/08/2020 - No último dia 31/07 aconteceu o lançamento do quarto Painel Tissue Online. O debate teve como tema: Uma análise do cenário atual e as perspectivas de investimento do mercado de papel tissue. Os participantes foram: Dineo Silvério, presidente da Fabio Perini Brasil, William Santos, gerente geral da Hergen, e Abílio Franco, diretor executivo da Contech.

Os quatro especialistas debateram como estão enxergando o atual cenário do mercado de papel tissue no Brasil, como as empresas foram afetadas com a chegada da crise em virtude da pandemia do coronavírus e quais suas expectativas para o mercado e os planos de negócios após a pandemia.

Dineo iniciou enumerando as mudanças que acompanhou no segmento. “Como os diversos setores, nosso setor de tissue de uma certa forma também foi impactado pela pandemia. A gente vinha numa crescente procura por investimento no setor no final do ano passado e, no começo desse ano, tivemos essa procura momentânea pelo consumo de papel higiênico, o pessoal procurando estocar em casa, isso foi sentido até pelos nossos clientes, os produtores de papel, despontou no mês de março e abril, mas logo depois teve uma queda. Nós tivemos as mudanças do hábito de consumo, hábito de higiene, que foi intensificado devido às medidas de proteção; também observamos na América Latina como um todo que houve um aumento de produção de papel higiênico, aumento da utilização dos nossos equipamentos, nós detectamos isso pela maior procura de manutenção tanto no Brasil quanto fora. O lado ruim disso é o câmbio, os produtores de papel, em geral, tiveram um aumento significativo na sua base de preço e eles não conseguiram passar isso adiante, então também houve um decréscimo no poder de investimento desse cliente”, pontuou.

Complementando a fala de Dineo, William acredita que a crise impactou diretamente nos projetos das empresas de tissue. “A gente vinha observando os negócios de tissue no final do segundo trimestre ano passado bastante aquecidos, muitos projetos sendo tirados da gaveta, alguns foram até contratados e a virada do ano já começou a sinalizar uma dúvida muito grande com relação com o que estava acontecendo na Ásia e, quando chegou em março, a gente sentiu, sim, o impacto desse vírus, e isso fez com que alguns projetos fossem intimidados a serem continuados pelos nossos clientes, não cancelados, porém, seguraram um pouco para ver o que ia acontecer. Houve uma euforia, sim, na venda de produtos tissue, que, entretanto, não justificou tirar os projetos de uma situação de paralisia para movimento, então esses projetos ainda continuam em um processo de análise e junto com essa incerteza global”, defendeu.

Abílio também mencionou o fator da variação cambial e explicou que esse cenário trouxe diversas mudanças. “Com essa variação cambial, a celulose subiu, percebemos nos últimos dois meses também algumas fábricas fazendo controle, fazendo paradas comercias para equilibrar esse consumo… Nós temos que reinventar uma nova maneira de trabalhar, nós temos um grupo grande de assistência técnica, esse pessoal está trabalhando em home office, quebrando alguns paradigmas do próprio cliente”, disse, comentando de que forma a Contech foi impactada pela crise.

“A Contech é uma empresa brasileira que estamos internacionalizando. A gente vinha em janeiro em um patamar retomando o ano e, de repente, o pânico de março afetou bastante, porém, no caso do consumível, nossos clientes buscaram fazer estoque, isso nos levou a ter que tomar uma decisão estratégica muito rápida, garantir nosso estoque porque nós também utilizamos algumas matérias-primas importadas. O que teve de bom para a Contech é que, no mês de março, nós tivemos um recorde de vendas porque o pânico levou o povo a estocar papel higiênico”, completou.

Para a Fabio Perini, foi preciso contornar os efeitos das variações cambiais, já que os equipamentos da empresa possuem matéria-prima importada, além do desafio do atendimento dos clientes a distância. No entanto, a crise trouxe boas oportunidades. “Nós encontramos vários desafios e algumas dessas situações a gente transformou em oportunidades. A Fabio Perini montou todo um centro de excelência disponível para os clientes para gente poder fazer esse apoio remoto que chamamos de TPC (Tissue Performance Center), para que os nossos especialistas pudessem dar apoio por meio de análise de dados. Hoje, nós conseguimos monitorar as linhas que estão em produção e até advertir o cliente do que está acontecendo na linha dele, de forma a garantir um desempenho de produção, inclusive, garantir eficiência de máquina e tudo mais. Outra [oportunidade] foi que a Perini tem um portfólio de equipamento muito grande, então, acabamos podendo atender o mercado de uma forma bastante ampla”, acrescentou Dineo.

Para a Hergen, houve uma desaceleração, nos projetos, mas o cenário já começa a ficar positivo novamente. “A gente vinha com uma curva bastante grande e crescente de fechamento de negócios tanto no Brasil quanto fora, e concretizados muitos deles, inclusive, que estão sendo executados durante esse ano. Já no primeiro trimestre a gente sentiu essa desaceleração, isso realmente fez com que alguns projetos tenham ficado em stand by em um primeiro momento, agora nos últimos 60 dias, já temos a inciativa de alguns clientes nos chamarem e dar continuidade a esses projetos”, aponta William.

William finalizou com uma análise da retomada nos negócios em um cenário pós-Covid-19. “Vai ser uma retomada difícil, mas no nosso caso não vamos esquecer a internacionalização. Acredito que é um segundo step a retomada daqui a alguns meses, o que me deixa otimista é a necessidade de qualidade de um produto melhor, que nos leva a crer que cada vez mais nosso cliente precisa de uma alta tecnologia e nós prezamos muito por isso. A Contech tem uma patente faz 30 anos, é um sistema on-line, ou seja, não depende da operação e o grande diferencial é que nós estamos trabalhando mais ainda na automatização desse sistema”, concluiu.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online com o tema: Uma análise do cenário atual e as perspectivas de investimento do mercado de papel tissue.



Fonte: Tissue Online

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