Empresas latino-americanas de papel e celulose se comprometem em diminuir emissões de GEE

Segundo a agência Moody’s, as empresas do setor “fortaleceram seus padrões ambientais, mas continuarão a enfrentar desafios”. As empresas na América Latina estão se comprometendo em diminuir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) antes que haja uma imposição por parte do governo, segundo a agência de classificação de risco Moody’s. “A maioria das companhias com classificação de risco na América Latina em setores de alto risco de transição de carbono tem menos exposição do que seus pares globais, devido ao maior uso de energia renovável, estratégias de mitigação e diversificação de produtos”, afirmou a agência.


26/10/2021 - As empresas na América Latina estão se comprometendo em diminuir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) antes que haja uma imposição por parte do governo, segundo a agência de classificação de risco Moody’s.


“A maioria das companhias com classificação de risco na América Latina em setores de alto risco de transição de carbono tem menos exposição do que seus pares globais, devido ao maior uso de energia renovável, estratégias de mitigação e diversificação de produtos”, afirmou a agência.


É o caso das empresas de papel e celulose, que, de acordo com a Moody’s, “fortaleceram seus padrões ambientais, mas continuarão a enfrentar desafios”, enquanto as instituições financeiras enfrentam legislações ambientais mais rígidas.


Na análise da consultoria TS Lombard, os mercados emergentes enfrentam o desafio de se comprometer em reduzir as emissões de gases de efeito estufa na cúpula da COP26 (conferência sobre o clima realizada pela ONU no próximo mês), enquanto seguem ampliando suas economias.


No entanto, existem oportunidades: o Brasil tem a ganhar com as vendas de créditos de carbono, com “potencial para ser um fornecedor global de hidrogênio verde e combustíveis renováveis”.


SUZANO ANTECIPA META DE REMOÇÃO DE CARBONO DA ATMOSFERA

A Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, é uma das empresas do setor mais engajadas nessa causa. Ela informou, na última semana, a antecipação em cinco anos, de 2030 para 2025, da meta de remover 40 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente da atmosfera.


Segundo a companhia, a medida foi adotada devido à avaliação de que iniciativas de curto prazo são “imprescindíveis” diante da emergência climática.


Para antecipar a meta, a gigante de celulose vai apostar na ampliação da cobertura vegetal, seja por meio de plantios comerciais ou de áreas de conservação.


“Além disso, a companhia continuará por meio de seus processos de pesquisa e gestão aprimorando seu manejo florestal de forma a evitar perdas, maximizar a produtividade e ampliar a remoção de carbono”, informou, em comunicado ao mercado.


A Suzano afirmou, ainda, que continuará realizando outras iniciativas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa nas operações próprias e ao longo da cadeia de valor.


Fonte: Tissue Online