Empresas de celulose se unem para cultivar eucalipto tolerante à seca

Realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, o projeto surge como uma resposta da indústria à crise hídrica vivenciada no país. Em parceria com 15 empresas do setor florestal, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) está desenvolvendo um projeto de biotecnologia para cultivo de eucalipto tolerante à seca. A ideia é ter novas espécies da planta que tenham produtividade igual ou superior às disponíveis no mercado para plantio comercial.



12/08/2021 - Em parceria com 15 empresas do setor florestal, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) está desenvolvendo um projeto de biotecnologia para cultivo de eucalipto tolerante à seca. A ideia é ter novas espécies da planta que tenham produtividade igual ou superior às disponíveis no mercado para plantio

comercial.


Coordenada pela Unidade EMBRAPII Fibras Florestais, Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (DEF/UFV), a iniciativa, denominada Tolerância à Seca, conta com a participação de importantes players do mercado, como Bracell, Cenibra, CMPC, Eldorado Brasil, International Paper, Klabin, Suzano e Veracel.


A proposta surge como uma resposta da indústria à crise hídrica vivenciada pelo Brasil nos últimos anos. As mudanças climáticas provocam impactos negativos no cultivo de várias espécies de valor econômico, entre elas, as florestas plantadas de eucalipto.


Apenas no estado de Minas Gerais, por exemplo, foram perdidos cerca de 150 mil hectares. A proporção alcançada e os prejuízos têm colocado o segmento em alerta para a necessidade de combater os efeitos da seca e de apostar em novas tecnologias inovadoras para reverter a situação.


Três testes clonais estão sendo executados em três locais diferentes – Inhambupe (BA), Três Lagoas (MS) e Bocaiúva, (MG) –, somando mais de 200 clones propagados. De acordo com o coordenador operacional do projeto, Guilherme Mendes, o objetivo é buscar complementariedade entre as espécies e sinergia entre as companhias

participantes.


“Temos uma rede de experimentos em várias regiões do Brasil com histórico de seca, com materiais genéticos potencialmente tolerantes ao déficit hídrico. Com o projeto, será possível observar que a parceria público-privada é de extrema importância para o desenvolvimento e fortalecimento do setor florestal”, comentou Mendes.


Fonte: Tissue Online