Elevação da Selic para 11,75% ao ano favorece desaceleração do PIB

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirma nova alta da taxa de juros básicos da economia. A elevação da taxa Selic – juros básicos da economia – ­de 10,75% para 11,75% ao ano, efetivada pelo Copom, contribui para uma indesejável desaceleração mais intensa do PIB brasileiro, na avaliação da gerente de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG, Daniela Britto. “O ritmo e a intensidade dos movimentos de elevação dos juros impõem ao setor produtivo e à sociedade brasileira um custo muito alto e, por esse motivo, precisam ser questionados. Há algum tempo convivemos com um ímpeto inflacionário influenciado por choques de oferta, que tendem a ser agravados pela mudança do cenário internacional”, pondera ela.


Fotos Marcello Casal Jr/Agência Brasil


17/03/2022 - A elevação da taxa Selic – juros básicos da economia – ­de 10,75% para 11,75% ao ano, efetivada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (16), contribui para uma indesejável desaceleração mais intensa do PIB brasileiro, na avaliação da gerente de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG, Daniela Britto.


“O ritmo e a intensidade dos movimentos de elevação dos juros impõem ao setor produtivo e à sociedade brasileira um custo muito alto e, por esse motivo, precisam ser questionados. Há algum tempo convivemos com um ímpeto inflacionário influenciado por choques de oferta, que tendem a ser agravados pela mudança do cenário internacional”, pondera ela.


Britto lembra que a guerra no Leste Europeu sujeita o Brasil e o resto do mundo a novos aumentos de preços dos combustíveis e dos alimentos. “Ao mesmo tempo, a expansão da Covid-19 em importantes centros industriais da China resultará em nova desestruturação das cadeias globais de suprimentos”, alerta.


INFLAÇÃO

A especialista da FIEMG ressalta que, em um curto período de tempo, a taxa Selic saiu de 2% para 10,75% ao ano. E, ao mesmo tempo, as expectativas de inflação parecem estar ainda mais distantes da meta, em sua visão.


“Cabe refletir: a política monetária restritiva do Banco Central está sendo realmente capaz de realinhar a inflação à meta? À espera de uma resposta, corremos o risco de levar a economia brasileira à recessão em 2022 e em 2023, um cenário inaceitável para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais”, observa ainda.


Fonte: FIEMG