Copom mantém taxa Selic em 2% ao ano

Setor produtivo avalia como positiva a decisão. Em reunião realizada nos dias 08 e 09/12, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 2% ao ano. A FIEMG avalia como positiva a decisão, tendo em vista o elevado grau de ociosidade da economia brasileira, sobretudo do setor de serviços, bem como as indicações de que o choque inflacionário recente é de natureza transitória.



10/12/2020 - Em reunião realizada nos dias 08 e 09/12, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 2% ao ano. A FIEMG avalia como positiva a decisão, tendo em vista o elevado grau de ociosidade da economia brasileira, sobretudo do setor de serviços, bem como as indicações de que o choque inflacionário recente é de natureza transitória.


O crescimento de 7,7% do PIB brasileiro no terceiro trimestre, frente ao segundo trimestre, marca o processo de recuperação das perdas econômicas ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus. Contudo, a retomada ocorre de forma desigual entre os setores. Enquanto a indústria de transformação e o varejo compensaram os prejuízos dos trimestres anteriores, outras atividades do setor de serviços cresceram em uma cadência bem mais lenta.


Fortemente impactado pelo isolamento social, o setor de serviços, responsável por aproximadamente 70% do PIB, ainda convive com elevado nível de ociosidade, impactando negativamente o mercado de trabalho.


A taxa de desemprego no Brasil saltou de 12,2%, no primeiro trimestre, para 14,6% no terceiro trimestre. Há um total de 14,1 milhões de pessoas desocupadas no Brasil, com tendência de aumento ao final dos programas governamentais de manutenção do emprego e da renda.


O fim do Auxílio Emergencial, programado para este mês, é um importante fator de incerteza no que se refere à sustentabilidade do processo de recuperação. Os últimos indicadores de atividade econômica apontam para a perda de ímpeto do ritmo de crescimento da indústria e do comércio.


No que se refere aos riscos inflacionários, merece destaque a trajetória de pequena superação do IPCA em relação à meta de inflação em 2020. No entanto, é quase consensual o caráter transitório de avanço da inflação, pautado pela escalada de preços de alimentos.


Esse cenário deixa claro que a economia brasileira ainda apresenta uma série de fragilidades e que a retirada do estímulo monetário, por meio de um aumento da taxa de juros, impactaria negativamente a recuperação em curso.


Fonte: FIEMG

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