Consumo de tissue tem sido a grande locomotiva do mercado de celulose”, diz Sergio Canela

Gerente de vendas da única fabricante de celulose no Brasil que produz fibra curta, longa e fluff falou como está a estratégia interna de mercado da companhia atualmente. A Klabin é a única fabricante de celulose no Brasil que produz fibra curta, longa e fluff, tendo um importante diferencial competitivo com relação às demais produtoras. No programa Talk Tissue, com Felipe Quintino, Sergio Canela, gerente de vendas da companhia, explicou como está a estratégia interna de mercado da Klabin atualmente. A Klablin tem, de fato, um diferencial competitivo importante.



09/07/2020 - A Klabin é a única fabricante de celulose no Brasil que produz fibra curta, longa e fluff, tendo um importante diferencial competitivo com relação às demais produtoras. No programa Talk Tissue, com Felipe Quintino, Sergio Canela, gerente de vendas da companhia, explicou como está a estratégia interna de mercado da Klabin atualmente.

“A Klablin tem, de fato, um diferencial competitivo importante à medida em que ela é a única empresa brasileira a produzir as três fibras, a de eucalipto, a branqueada longa e a fluff, a partir de fibra longa também. É evidente que isso nos traz algumas vantagens estratégicas, comerciais e técnicas, à medida que nós podemos desenvolver em parceria com nossos clientes, nossos parceiros, novos produtos; isso também depende da disponibilidade de recursos técnicos de cada cliente, mas é possível desenvolver utilização combina de fibra longa com fibra curta, é possível oferecer a um cliente fabricante de tissue e de fraldas, absorventes, uma linha completa de produtos que atendam às suas necessidades, que o permita substituir importações e ter menor volume de capital empregado nos seus inventários”, explicou.

De acordo com ele, como o processo de importação tem uma certa complexidade no Brasil, a Klabin se preocupou em fazer investimentos em estrutura adequada de logística, o que também oferece um diferencial competitivo importante à companhia. “Nossa entrega acontece rapidamente, isso também é uma vantagem para o mercado, então a combinação desses fatores tem trazido benefícios, aspectos positivos tanto pro mercado quanto pra Kablin, isso nos faz acreditar que focar no mercado doméstico é uma estratégia inteligente, uma estratégia de longo prazo”, comentou.

Com relação à indústria de tissue, em que os fabricantes estão a cada dia mais aflitos com a alta do dólar, Canela opinou qual a tendência de preço da celulose para os próximos meses. “Acho que a gente tem uma situação de câmbio que realmente não pode ser modificada, o câmbio é uma variável importante no processo, nós entendemos que ela favorece ou desfavorece um lado ou outro em diferentes momentos, então é uma variável que a gente considera neutra, pode favorecer ou desfavorecer qualquer um dos lados. Uma indústria de capital intensivo como a indústria de papel e celulose no Brasil precisa ter uma vinculação, uma indexação com uma moeda forte, e se não houver, sem dúvida alguma, nós colocaríamos uma variável adicional que poderia afetar o retorno desses projetos”, pontuou, ressaltando os motivos que levam à pressão dos preços da fibra.

“Quanto aos preços de celulose, nós temos observado que de meados de 2019 pra cá, os preços têm estado sobre pressão, nós sabemos quais foram os motivos que mantiveram os preços de celulose pressionados pra baixo nesses últimos meses: trade war entre China e E.U.A, algumas dificuldades em países emergentes, problemas locais, regionais, um certo desaquecimento da demanda na Europa… Então, tudo isso vem provocando menor ritmo de crescimento na China, essa depressão sobre os preços ou essa pressão sobre os preços de celulose. Se nós tivéssemos que corrigir o preço osciloso ao longo do tempo, se houvesse algum mecanismo de correção inflacionária, nós diríamos que certamente o preço da celulose hoje está bem abaixo de onde ele deveria estar. Então, nós estamos buscando um equilíbrio de oferta e demanda e esperamos que os fundamentos que pressupõem uma elevação de preço neste ano permaneçam”, ponderou.

De acordo com o executivo, o consumo de tissue tem sido a grande locomotiva do mercado de celulose e continuará sendo. “Principalmente agora, que há uma mudança de hábitos por parte dos consumidores. Então, nós acreditamos que haverá um consumo maior, mais consistente, as pessoas se preocuparam mais com o cuidado familiar, o cuidado pessoal, isso deve impactar positivamente o consumo de tissue e nós devemos assistir essa retomada assim que os governos fizerem sua lição de casa e, para restabelecer a normalidade, a ordem econômica, nós acreditamos que a partir do quarto trimestre, haja já espaço possível, potencial pra aliviar essa pressão de preço, pra que os preços voltem a subir”, defendeu.

Por outro lado, papéis como os de imprimir e escrever tiveram uma importante queda com a pandemia, o que também impactou o mercado de tissue, mas Canela espera que haja mudanças no cenário pós-pandemia. “Nós percebemos que o isolamento também trouxe uma redução de consumo de papéis de imprimir e escrever, e esse menor consumo impacta na geração de aparas, então de certa forma, as empresas tiveram que recorrer à fibra virgem para substituir uma apara, que ou está mais escassa ou mais cara, então a combinação de fatores bastante difícil para o produtor de tissue, mas foram bem menos impactados do que os demais. Os fabricantes que têm uma parcela importante do seu negócio de tissue e no mercado institucional, no away from home, tiveram uma queda expressiva de demanda nesse segmento em virtude do isolamento, dos aeroportos vazios, dos shoppings fechados, etc. Então há uma expectativa de aumento do consumo após essas mudanças de hábitos que foram adquiridos durante a pandemia, falou.

Com relação à celulose tipo fluff, ele explica que o setor de personal care também possui uma perspectiva boa. “Da mesma forma que houve uma preocupação do pessoal de tissue com o desabastecimento, também houve com o segmento de fluff, da metade de março até o final de abril, houve um pico de demanda, depois, o mercado começou a se ajustar e é evidente que, ao exemplo que aconteceu com o papel higiênico, também acontece com a linha de fraldas e absorventes, dependendo dos canais em que cada empresa está posicionada, dependendo de quais canais são mais fortes ou mais representativos para cada um. Mas não percebemos uma queda da demanda global de celulose fluff, assim como também não percebemos uma queda importante na demanda global de tissue”, encerrou.

Confira na íntegra o Talk Tissue com Sérgio Canela, gerente de vendas da Klabin:



Fonte: Tissue Online

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