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CNI defende fortalecimento da indústria para combater aquecimento global

Evento paralelo à COP28 discutiu estratégias do país para promover o desenvolvimento sustentável. A preocupação da indústria com ações efetivas de combate ao aquecimento global passa por medidas consistentes de fortalecimento do setor no País. Nesse processo, as estratégias relacionadas à sustentabilidade devem estar presentes em toda a cadeia produtiva, como meio de agregar valor e promover o crescimento e o desenvolvimento econômico do país. As considerações foram feitas pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.


Presidente da CNI acredita que a indústria brasileira reúne condições únicas para ser umas líderes mundiais da baixa emissão de carbono | Crédito: Divulgação/CNI



07/12/2023 - A preocupação da indústria com ações efetivas de combate ao aquecimento global passa por medidas consistentes de fortalecimento do setor no País. Nesse processo, as estratégias relacionadas à sustentabilidade devem estar presentes em toda a cadeia produtiva, como meio de agregar valor e promover o crescimento e o desenvolvimento econômico do país.


As considerações foram feitas pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, durante mensagem direcionada a empresários, representantes do governo e de instituições em Dubai, nesta quarta-feira (6), no Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono. O encontro, realizado em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), discute estratégias para avançar em direção a um futuro mais sustentável.


Durante o debate, foram abordados temas importantes para a indústria como ações para a descarbonização da produção, transição energética e desafios tecnológicos e regulatórios. Alban destacou a necessidade de unir esforços em favor da neoindustrialização. “A indústria brasileira reúne condições únicas para ser umas líderes mundiais da baixa emissão de carbono e da sustentabilidade. Temos uma oportunidade ímpar, talvez a última dessa geração, de revitalizar a indústria brasileira. Com um setor industrial mais inovador, dinâmico e competitivo, o Brasil poderá crescer de forma vigorosa e sustentável e gerar a renda e os empregos necessários para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.


Regulamentação do mercado de carbono incentiva investimentos

Para o presidente da CNI, o Brasil vive um momento importante no contexto global e a relação bilateral com outros países é importante para o processo de descarbonização. Ele defendeu o combate ao desmatamento ilegal e a recuperação de áreas degradadas para que o País consiga reduzir as emissões de gases de efeito estufa, além da aprovação de marcos legais que deem segurança e previsibilidade aos investidores, como a regulamentação do mercado de carbono.


“Devemos conhecer o valor econômico da nossa biodiversidade e propor políticas públicas que estimulem o uso sustentável da biodiversidade e incentivem os investimentos em pesquisa e inovação. Para isso, é essencial a aprovação de marcos legais que deem segurança e previsibilidade aos investidores. Precisamos promover o encadeamento da produção nacional para sermos mais competitivos, e avançar na digitalização para aumentarmos a produtividade”, ressaltou Alban.


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, participou da abertura do encontro e ressaltou a prioridade da pauta verde no Congresso em 2023. Ele disse que o Brasil tem condições e capacidade para ser protagonista mundial no mercado de carbono e defendeu ampla discussão com todos os setores antes de colocar a matéria em votação. “Não podemos derrapar, nos açodar, nos precipitar antes de discutir com todos os setores, ouvir todos os segmentos e tentarmos fazer a melhor legislação. Floresta em pé, captura de carbono, a discussão a respeito desses temas terá a seriedade necessária. Vamos discutir com o relator e fazer o melhor texto”, avaliou Lira.


Lira afirma que pauta verde é prioridade no Congresso | Crédito: CNI/Divulgação


Também participaram da abertura do Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono os embaixadores dos Emirados Árabes Unidos (EAU) no Brasil, Saleh Ahmad Salem Alzaraim Alsuwaidi, e do Brasil nos EAU, Sidney Leon Romeiro, o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Osmar Chohfi, o governador do Estado do Mato Grosso, Mauro Mendes, e o vice-presidente do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo. O governador do Pará, Helder Barbalho, fez uma apresentação especial para falar sobre a COP30.


CNI firma parcerias para a COP30

Quatro instituições firmaram parcerias com a CNI durante o encontro, com foco no desenvolvimento de estratégias conjuntas para participação integrada na COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em 2025. Os documentos foram assinados com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber), a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a Amcham Brasil e o First Abu Dhabi Bank.


O objetivo é desenvolver uma agenda positiva entre os setores empresariais dos dois países direcionada a uma economia de baixo carbono. Entre os compromissos, estão a troca de informações sobre cooperação comercial, econômica e social para potencial estreitamento de relações entre Brasil e Estados Unidos na agenda da COP30; ajuda mútua para a organização e participação em ações como conferências e seminários antes e durante a COP; e a busca de oportunidades de cooperação ou parceria que possuam sinergia com a Agenda do Clima.


Fonte: jornal Diário do Comércio

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