Chegada de vacina em MG gera alento, mas lote deve durar até fim da semana

Previsão do Ministério da Saúde é que 275.088 pessoas sejam imunizadas nesta primeira rodada de vacinação. A chegada das 577.680 doses da vacina CoronaVac, contra a COVID-19, em Minas Gerais, proporciona tempos de esperança à população. No entanto, é apenas o início de longo caminho, uma vez que, como são duas doses por pessoa, o Ministério da Saúde prevê que 275.088 pessoas serão vacinadas neste primeiro momento.



19/01/2021 - A chegada das 577.680 doses da vacina CoronaVac, contra a COVID-19, em Minas Gerais, nesta segunda-feira (18/01), proporciona tempos de esperança à população. No entanto, é apenas o início de longo caminho, uma vez que, como são duas doses por pessoa, o Ministério da Saúde prevê que 275.088 pessoas serão vacinadas neste primeiro momento. Ou seja, 1,2% dos mineiros estarão imunes na primeira rodada de vacinação. A expectativa do governo estadual é que este primeiro lote tenha duração até o fim da semana.


Na última sexta-feira (15/01), o Estado de Minas fez um levantamento para estimar quantos mineiros estão nos grupos a serem os primeiros imunizados no estado. A grosso modo, pode-se afirmar que o governo do estado precisará de, ao menos, 4,2 milhões de doses para vacinar essa população prioritária de todos os grupos uma única vez, lembrando que são necessárias duas doses para uma imunização segura.


Metade das doses será aplicada de imediato, enquanto o restante será armazenado para ser injetado algum tempo depois, para completar a imunização. A ideia é que a segunda dose da vacina do Instituto Butantan seja ministrada de 15 a 20 dias após a primeira.


A primeira fase de prioridades contempla pessoas com 60 anos ou mais em instituições de longa permanência - bem como pessoas com deficiência -, população indígena que vive em terras demarcadas e 34% dos trabalhadores da saúde. A maior “fatia” de doses, de acordo com o Ministério da Saúde, vai para os colaboradores da “linha de frente” das unidades de saúde, com 227.472 imunizantes, o que equivale a 82,69% das doses recebidas pelo estado.


Em relação aos idosos que vivem em instituições de longa permanência, como asilos, por exemplo, 38.578 doses serão destinadas ao público-alvo citado. As demais pessoas com 60 anos ou mais serão imunizadas na segunda fase de prioridades. A estimativa é que 3.742.000 idosos vivem em Minas. Ou seja, nesta primeira fase, apenas 1,03% dos idosos receberão as duas doses.


A expectativa é que a campanha de vacinação contra a COVID-19 em Minas seja intensificada a partir de quarta-feira (20/01), uma vez que o governo de Minas prevê que, em 24 horas após a chegada das doses no estado - o que aconteceu por volta das 20h desta segunda-feira -, todas as 28 Superintendências Regionais de Saúde tenham recebido o imunizante. Os representantes dos 853 municípios terão que buscar as doses nas unidades regionais.


“Já montamos, junto com as Forças de Segurança do Estado, principalmente a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, a distribuição das vacinas que será a maior da história do estado. Vamos utilizar todas as aeronaves, aviões e helicópteros para que as 28 regionais sejam abastecidas com a maior agilidade possível”, disse o governador Romeu Zema (Novo).


BH ESTIMA RECEBER 60 MIL DOSES

Também nesta segunda-feira, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que estima receber cerca de 60 mil doses da CoronaVac das mãos do governo de Minas neste primeiro momento. Ou seja, caso o número seja confirmado, 30 mil cidadãos da capital mineira serão imunizados. Se considerarmos a estimativa que BH tenha 2.521.564 habitantes, a quantidade de pessoas vacinadas neste primeiro momento representa 1,18%.


Em Belo Horizonte, a vacinação contra a COVID-19 vai começar com os profissionais de saúde que atuam em UTIs, nas enfermarias Covid e nos atendimentos de urgência da rede pública e privada, incluindo integrantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


Com a entrega das mais de 4 milhões de doses em todo o Brasil, a expectativa agora é pela aprovação do uso emergencial das outras mais de 4 milhões de doses fabricadas pelo Instituto Butantan no país, por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, os brasileiros aguardam os 2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford, que estão na Índia.


Enquanto isso, os cuidados com a pandemia precisam continuar sendo redobrados por parte da população, pois se a distribuição de vacinas ainda está em seu primeiro passo no Brasil, os números da COVID-19 avançam cada vez mais.


Fonte: jornal Estado de Minas