BNDES aceitará nova suspensão de pagamentos de micro e pequenas empresas

A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro de 2021, altas de 0,3 p.p. frente ao trimestre encerrado em novembro (14,1%) e de 2,8 p.p. ante igual trimestre de 2020 (11,6%). A percepção de atividade econômica mais aquecida, no último trimestre de 2020, e o encerramento dos programas de estímulo adotados pelo governo, em dezembro, contribuíram para que as pessoas retomassem a busca por trabalho.



04/05/2021 - A taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, foi de 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro de 2021, altas de 0,3 p.p. frente ao trimestre encerrado em novembro (14,1%) e de 2,8 p.p. ante igual trimestre de 2020 (11,6%).


A percepção de atividade econômica mais aquecida, no último trimestre de 2020, e o encerramento dos programas de estímulo adotados pelo governo, em dezembro, contribuíram para que as pessoas retomassem a busca por trabalho. A força de trabalho – pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego – aumentou em 721 mil pessoas no trimestre encerrado em fevereiro.


Contudo, o recrudescimento da pandemia de Covid-19 e a adoção de medidas mais rígidas de restrição à atividade em algumas regiões do país, no final de 2020 e início de 2021, limitaram a absorção dessas pessoas pelo mercado de trabalho. O total de desempregados chegou a 14,4 milhões, aumento de 400 mil desocupados frente ao trimestre encerrado em novembro.


No período, a população ocupada ficou praticamente estável, em 86 milhões de pessoas. Na composição por tipo de emprego, houve crescimento do número de trabalhadores formais (181 mil) e informais (140 mil).


Vale destacar que o mercado de trabalho formal vem sendo favorecido pelo período de estabilidade proporcionado pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que limitou o aumento nas demissões a partir de maio de 2020.


PERSPECTIVAS

A adoção de medidas mais severas de restrição à atividade econômica, especialmente entre março e abril, deve pressionar o desemprego nos próximos meses, principalmente entre os trabalhadores do setor informal. Entre os trabalhadores do setor formal, a estabilidade proporcionada pelo BEm, que seguirá limitando o número de desligamentos até agosto, e a reedição do programa em abril de 2021, irão contribuir para a redução dos impactos das restrições à atividade econômica no mercado de trabalho.


Por: Gerência de Economia e Finanças Empresariais – FIEMG


Fonte: PNAD Contínua – IBGE