Aumento da SELIC para 10,75% prejudicará recuperação da economia

FIEMG recebe a decisão do Banco Central do Brasil com preocupação e muitos questionamentos. A FIEMG recebe a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, de elevar a taxa SELIC de 9,25% para 10,75% ao ano com preocupação e muitos questionamentos. É notório que o ritmo acelerado de aumento da taxa SELIC prejudicará a recuperação da economia brasileira. Vale a pena ponderar a efetividade de uma política monetária tão restritiva para conter uma escalada de preços influenciada por fatores pouco ou nada sensíveis ao aumento dos juros.


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03/02/2022 - A FIEMG recebe a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, de elevar a taxa SELIC de 9,25% para 10,75% ao ano com preocupação e muitos questionamentos.


É notório que o ritmo acelerado de aumento da taxa SELIC prejudicará a recuperação da economia brasileira. Vale a pena ponderar a efetividade de uma política monetária tão restritiva para conter uma escalada de preços influenciada por fatores pouco ou nada sensíveis ao aumento dos juros. Entre eles, vale citar a desestruturação das cadeias globais de suprimentos, a elevação de preços de commodities e a escassez hídrica.


Da mesma forma, há que se levar em consideração que os principais indicadores recentes de atividade evidenciam uma perda de ímpeto da atividade econômica. A taxa de desemprego segue em patamar historicamente elevado (11,6%), assim como o nível de endividamento das famílias.


Isso posto, é interessante avaliar a abrangência do atual mandato do Banco Central. A estabilidade da moeda tem um papel crucial, especialmente em um país com tamanha desigualdade social. Em contrapartida, a estabilidade do emprego e da renda não deve ser desconsiderada na condução da política monetária, tal como ocorre em outros países, entre eles, os Estados Unidos.


Fonte: FIEMG