Após três quedas, produção industrial sobe 1,4% em maio

Entre abril e maio, a produção física da indústria brasileira cresceu 1,4%, interrompendo a sequência de três quedas. O resultado foi próximo ao esperado pelo mercado (1,5%). Tanto o segmento extrativo (2%) quanto o de transformação (1,2%) avançaram no período. Dos grandes setores pesquisados, as produções de bens de capital (1,3%) e de bens de consumo não duráveis (3,6%) cresceram, ao passo que as produções de bens de consumo duráveis (-2,4%) e de bens intermediários (-0,6%) caíram. Dentre as 26 atividades pesquisadas, 15 apresentaram avanço no mês. Destacaram-se positivamente as atividades de farmacêuticos (8%), de vestuário (6,2%) e de couro e calçados (5,2%).



Por: Gerência de Economia - FIEMG


08/07/2021 - Entre abril e maio, a produção física da indústria brasileira cresceu 1,4%, interrompendo a sequência de três quedas. O resultado foi próximo ao esperado pelo mercado (1,5%). Tanto o segmento extrativo (2%) quanto o de transformação (1,2%) avançaram no período.


Dos grandes setores pesquisados, as produções de bens de capital (1,3%) e de bens de consumo não duráveis (3,6%) cresceram, ao passo que as produções de bens de consumo duráveis (-2,4%) e de bens intermediários (-0,6%) caíram.


Dentre as 26 atividades pesquisadas, 15 apresentaram avanço no mês. Destacaram-se positivamente as atividades de farmacêuticos (8%), de vestuário (6,2%) e de couro e calçados (5,2%). Por sua vez, recuaram mais fortemente as atividades de impressão e reprodução (-11,1%) e de têxteis (-6,1%).


Na comparação interanual, a produção industrial cresceu 24%. Contudo, o avanço expressivo refletiu uma base de comparação depreciada, tendo em vista que a pandemia de Covid-19 atingiu fortemente a produção nos meses de abril e maio de 2020.


PERSPECTIVAS

Nos próximos meses, a indústria deve seguir com seu processo de retomada, com continuidade da recomposição dos estoques e aumento das produções da indústria extrativa e do segmento de bens de capital. Permanecem como riscos, a escassez de insumos, a elevação de custos de produção e a crise hídrica.


O Índice Gerente de Compras (PMI- IHS Markit) de junho mostrou avanço do setor industrial frente a maio, com aumento nas vendas – influenciado, sobretudo, pelo setor externo. Segundo a pesquisa, as empresas apontaram ampliação da produção, da compra de insumos e do número de trabalhadores no mês.


Fonte: IBGE