Após aumento na China, Klabin reajusta celulose

Fabricante brasileira eleva em US$ 100 o preço da tonelada da fibra de eucalipto vendida à China. A Klabin elevou em US$ 100 o preço da tonelada da fibra de eucalipto vendida à China, a partir deste mês de março. De acordo com Alexandre Nicolini, diretor da unidade de negócio de celulose da companhia, os embarques ao país asiático no fim do mês já sairão com o novo preço. “O preço médio em março vai refletir negócios fechados a US$ 680 e, agora, os embarques a US$ 780. Para abril, o preço é de US$ 780”, afirmou Nicolini.


Foto: Tissue Online


22/03/2022 - A Klabin elevou em US$ 100 o preço da tonelada da fibra de eucalipto vendida à China, a partir deste mês de março. De acordo com Alexandre Nicolini, diretor da unidade de negócio de celulose da companhia, os embarques ao país asiático no fim do mês já sairão com o novo preço. “O preço médio em março vai refletir negócios fechados a US$ 680 e, agora, os embarques a US$ 780. Para abril, o preço é de US$ 780”, afirmou Nicolini


Segundo o executivo, a demanda chinesa veio “muito além da expectativa” e os traders têm revendido a fibra de eucalipto bem acima do que haviam sido anunciados por produtores latino-americanos para março.


Vários fatores compuseram o cenário para o novo reajuste chinês, como custo mais elevado de frete, falta de contêineres, congestionamento nos portos e estoques baixos ao longo da cadeia de valor. “Os preços na China estavam defasados em relação a Europa e América do Norte, onde a demanda também segue firme”, acrescentou Nicolini.


Para o mercado europeu, a Klabin anunciou reajuste de US$ 30 para a fibra curta em março, elevando o preço de referência para US$ 1.170 por tonelada. Já a fibra longa teve aumento na Europa de US$ 40, para US$ 1.340 a tonelada neste mês, também integralmente aplicado.


Na avaliação do executivo, ainda não é possível afirmar se há espaço para novos aumentos no curtíssimo prazo tanto na China quanto na Europa. “O olhar, agora, está voltado para os fabricantes de papel, que também anunciaram aumentos. Se conseguirem aplicar, poderia haver margem”, ponderou Nicolini, lembrando que outras contas das papeleiras também estão sob pressão, como químicos e energia. “A preocupação é que não consigam repassar aumentos”.


Na celulose fluff, as condições são ainda mais favoráveis aos produtores. Além da demanda aquecida, a matéria-prima é transportada em contêineres e os embarques estão sofrendo atraso importante. E há escassez de oferta no mercado global por conta dos problemas enfrentados por produtores no Canadá e da greve que fechou fábricas da finlandesa UPM.


Conforme Nicolini, a Klabin anunciou reajuste de US$ 125 por tonelada de fluff para Europa e América do Norte em abril. Se aplicado, elevará o preço nesses mercados a US$ 1.990 a tonelada.


Fonte: Tissue Online