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PIB
DE MINAS DÃO SINAIS CLAROS DE DESACELERAÇÃO Os
resultados do PIB de Minas Gerais divulgados no último mês
não causaram surpresa, pois seguiram o mesmo comportamento
de arrefecimento de outros indicadores, como o PIB nacional, Produção
Física (IBGE), faturamento, emprego (FIEMG / CNI). Houve evidente desaceleração do crescimento no acumulado dos dois primeiros trimestres de 2011, mas ainda assim o volume de produto acumulado no semestre foi 4,4% maior que no mesmo período do ano passado. Para o Brasil o acréscimo foi de 3,6%, na mesma base de comparação.
As
principais justificativas para a desaceleração da atividade
produtiva estão relacionadas com as medidas tomadas no segundo
trimestre para a contenção da inflação
e do consumo, como restrição ao crédito, aumento
dos juros, valorização da taxa de câmbio e estagnação
econômica nos EUA e na Europa. Desta
forma, a redução no ritmo de crescimento na indústria
está mais ligado à setores de commodities, que tem forte
relação com os preços e mercados internacionais,
e aos setores que são mais afetados pelo câmbio, como
os setores intensivos em mão-de-obra, como os produtos alimentícios,
bebidas, têxteis e confecção. Contribuiu para
este resultado ainda o setor de máquinas e equipamentos que
até agosto já acumulou uma queda de 6,34% na produção
física.
Fonte:
FJP Taxa anualizada compara o resultado acumulado nos
doze meses que se completam no trimestre de referôncia com igual
período imediatamente anteriorr. Na
comparação do trimestre contra igual trimestre do ano
anterior, ficou evidenciado que a evolução no resultado
agregado do setor industrial mineiro foi bastante influenciada pelo
desempenho da indústria de transformação, cujo
volume produzido no segundo trimestre de 2011 esteve apenas 0,8% acima
do observado no respectivo trimestre de 2010. Desempenho esse inferior
ao observado no Brasil para o trimestre em questão (1,2% de
acordo com a abaixo).
Fonte:
FJP Comparação do trimestre de referência
com igual trimestre do ano anterio. A
produção dos setores relacionados à indústria
extrativa mineral no Estado apresentou queda de 0,7% em comparação
com o mesmo trimestre do ano anterior, o que também contribuiu
para a explicação do recuo no ritmo de expansão
do valor adicionado bruto da indústria mineira. Vale
dizer que no acumulado do ano até o segundo trimestre, a variação
na indústria extrativa foi positiva no estado mesmo com a retração
constatada nos três últimos meses (crescimento de 4,5%
contra 3,3% no Brasil). Os
resultados obtidos bem mais modestos para a taxa de crescimento real
anualizada do valor adicionado bruto no segundo trimestre deste ano
do que os observados nos trimestres anteriores, tanto para a indústria
extrativa quanto para a indústria de transformação,
traduzem a incorporação do terceiro trimestre do ano
passado na base de comparação. Dessa maneira, percebe-se
que a variação em volume da indústria mineira
observada neste segundo trimestre foi menor do que a observada em
trimestres anteriores.
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