PIB industrial cresce 2,2% e ajuda a economia a crescer acima das expectativas

O IBGE divulgou os resultados da produção brasileira do primeiro trimestre. O PIB cresceu 1,3% em relação ao quarto trimestre de 2010 e 4,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O PIB acumulado dos últimos quatro trimestres ficou em 6,2%, abaixo do crescimento acumulado de 2010 (7,5%), mas acima das expectativas de mercado.

 

Período de Comparação

Indicadores

PIB

Agropecuária

Indústria

Serviços

FBCF

Consumo Famílias

Consumo Governo

1ºTri 2011/ 4ºTri 2010

1,3%

3,3%

2,2%

1,1%

1,2%

0,6%

0,8%

1°Tri11 / 1ºTri10

4,2%

3,1%

3,5%

4,0%

8,8%

5,9%

2,1%

Acum. 4 trim.

6,2%

5,8%

7,4%

4,9%

17,1%

6,4%

3,2%

Val.Correntes (R$ bi)

939,597

45,685

208,591

795,809

173,210

595,402

178,940

Fonte: IBGE – Contas Nacionais Trimestrais.

De acordo com a tabela acima, o crescimento acumulado dos últimos quatro trimestres foi puxado pela indústria (7,4%) seguido da Agropecuária (5,8%). Em relação aos setores industriais, Extrativo Mineral cresceu 12,9% enquanto Construção Civil e Transformação cresceram 9,2% e 6,4%, respectivamente.

Segundo o IBGE, os destaques de crescimento da Indústria de Transformação foram: Máquinas e equipamentos, Refino de petróleo e álcool, Minerais não metálicos e Automotivos.

Pelo lado da demanda, o principal destaque foi a Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos). Em todos os efeitos de comparação a FBCF foi o setor que mais cresceu, com destaque para o acumulado dos últimos quatro trimestres, onde o crescimento foi de 17,1%. É um indicativo positivo, pois garante um crescimento sustentado para o País  no médio e longo prazo, já que os investimentos superam o consumo.

O lado negativo dos resultados é a disparidade de crescimento das importações em detrimento das exportações. Relacionando com o primeiro trimestre de 2010, a importação cresceu 13,1% enquanto as exportações cresceram apenas 4,3%. Um dos principais fatores que levam a este desequilíbrio está na taxa de câmbio altamente sobrevalorizada.

Em comparação com outros países que já divulgaram seus resultados do primeiro trimestre, o crescimento brasileiro foi um dos maiores registrados, atrás apenas da Coréia do Sul (1,4%) e da Alemanha (1,5%).


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