INDICADORES DA INDÚSTRIA CONSOLIDAM RECUPERAÇÃO DA ATIVIDADE


Os resultados do PIB do primeiro trimestre de 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – registraram acréscimo de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009, após ajuste sazonal. A Indústria impulsionou o resultado, com elevação de 4,2%, corroborando os indicadores de faturamento da FIEMG e CNI.


No tocante aos componentes da demanda interna, o acréscimo de 7,4% na Formação Bruta de Capital Fixo foi o principal destaque no primeiro trimestre deste ano, com relação ao último trimestre de 2009, crescendo acima da Despesa de Consumo da Administração Pública (0,9%) e da Despesa de Consumo das Famílias, que aumentou 1,5% favorecido pelo crescimento da massa salarial e do crédito. No setor externo, tanto as Exportações como as Importações de Bens e Serviços subiram, apresentando acréscimo de 1,7% e 13,1%, respectivamente.


No primeiro trimestre a Taxa de Investimento subiu para 18,0% do PIB. Essa elevação deveu-se, principalmente, ao crescimento da FBCF no trimestre, que em relação aos primeiros três meses de 2009 expandiu 26,0%, a maior variação desde o início da série histórica iniciada em 1995.

Variação %
PIB
Agropec.
Indústria
Serviços
FBCF
Consumo Famílias
Consumo Governos
1º tri 2010/ 4º tri 2009
2,7
2,7
4,2
1,9
7,4
1,5
0,9
1º tri 2010/ 1º tri 2009
9,0
5,1
14,6
5,9
26,0z
9,3
2,0
Acum. quatro trimestres
2,4
-3,3
Zero
3,6
-1,5
6,0
3,1
Valores Correntes (R$ bi)
826,4
43,2
180,3
479,7
148,4
526,7
157,3

Fonte: IBGE

Comparativamente ao primeiro trimestre de 2009, o PIB a preços de mercado aferiu elevação de 9,0%, tendo novamente como maior contribuição o crescimento da Indústria (14,6%). O volume do valor adicionado da Agropecuária expandiu 5,1%, enquanto o setor de Serviços mostrou acréscimo de 5,9%.

Na atividade industrial, o destaque foi o crescimento de 17,2% do valor adicionado da Indústria da Transformação. Os segmentos que mais contribuíram são aqueles de grande peso na indústria de Minas Gerais: indústria automotiva, incluindo peças e acessórios; metalurgia / siderurgia, além da produção de máquinas e equipamentos e eletrodomésticos.

A Construção Civil cresceu 14,9%, beneficiada pelo aumento das operações de crédito para a habitação e pelo crescimento de ocupações no setor. A Extrativa Mineral cresceu 13,6%, principalmente pela expansão de 52% na produção de minério de ferro. O valor adicionado de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana aumentou 8,1%, principalmente pelo consumo industrial de energia elétrica.


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