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Ecologistas
protestam contra fábrica no Uruguai
Cartazes reivindicavam a retirada da fábrica da uruguaia
Fray Bentos.
17/05/2010
- Centenas de ecologistas argentinos ratificaram nesta segunda-feira
(17) a continuidade do bloqueio que mantêm há mais
de três anos em uma das passagens fronteiriças com
o Uruguai contra uma fábrica de celulose instalada no país
vizinho.Membros da Assembleia Ambiental da cidade argentina de Gualeguaychú
e habitantes da região debateram durante várias horas
sobre os protestos em rejeição à fábrica
da finlandesa UPM (ex-Botnia), localizada na vizinha Fray Bentos,
sobre o rio Uruguai, que os dois países administram.
Esta
foi a primeira "assembleia ampliada" do coletivo após
a decisão de abril da Corte Internacional de Justiça
de Haia , que determinou que o Governo uruguaio violou o Tratado
do rio Uruguai ao aprovar de maneira unilateral a construção
da fábrica, causadora do pior conflito em décadas
entre ambos Governos, mas que também destacou que a fábrica
pode seguir operando.
A reunião
contou com a participação de mais de mil pessoas e
começou com a explicação da equipe técnica
da assembleia sobre "a contaminação e o prejuízo"
que a fábrica gera. "A decisão de Haia não
resolveu o conflito. É injusto. Tudo o que padecemos quanto
a maus cheiros (pela fábrica de celulose) não foi
abordado pela decisão judicial", sustentou Fabián
Moreno, membro da assembleia, durante a reunião realizada
em um clube de Gualeguaychú (a 300 quilômetros de Buenos
Aires).
Após a exposição, mais de uma dezena de oradores
expuseram suas propostas, que na maioria dos casos exortaram a "reforçar
a luta" e manter o corte, rejeitado pelo Governo uruguaio.
Os participantes da assembleia finalmente aprovaram "reafirmar
todas as ações contra Botnia - incluído o bloqueio
- e incrementá-las" e desprezaram uma iniciativa para
flexibilizar o corte com levantamentos parciais.
"Não
devemos levantar o bloqueio. Haia não disse 'não ao
bloqueio'. E devemos recorrer à Corte Interamericana de Direitos
Humanos porque estão vulnerando nossos direitos", sentenciou
Liliana Mujica, outra membro da assembleia.
O coletivo
aprovou a realização de "ações
surpresa", rejeitou a possibilidade de que os que levam adiante
o bloqueio recebam um salário por isso e deu o sinal verde
à realização de uma caravana no próximo
dia 30 de maio.
A Assembleia
Ambiental de Gualeguaychú mantém desde o dia 20 de
novembro de 2006 o bloqueio na estrada que conduz à ponte
Geral San Martín, que une à cidade argentina com Fray
Bentos.
Fonte:
Agência EFE-Terra
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