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Produção
industrial cai 8,9% no Chile
Queda foi de 17,4% em comparação
com março de 2009.
29/04/2010
- A produção industrial do Chile sofreu uma acentuada
retração em março por causa do terremoto de
27 de fevereiro. A queda foi de 17,4% em comparação
com março de 2009, quando o Chile estava em forte recessão.
A desaceleração da indústria foi a maior em
pelo menos uma década. As vendas do setor industrial recuaram
8,9% no mesmo período.
Analistas já previam uma redução da atividade
industrial, mas falavam em queda de 7,3%."Acho que ninguém
estava esperando uma retração dessa magnitude",
disse Alfredo Coutiño, diretor para a América Latina
do Economy.com, da Moody's. "O que vemos é uma violenta
destruição da capacidade e da infraestrutura da indústria
chilena." Os dados de ontem levaram Coutiño a reduzir
suas projeções de crescimento do PIB de 5%, antes
do terremoto, para no máximo 3%.
Segundo o instituto, o índice de produção caiu
para seu pior nível desde fevereiro de 2004.Dada a escala
da destruição "é de se esperar que os
efeitos do terremoto continuem pelos próximos meses",
apontou o órgão.
Entre as empresas duramente afetadas pelo tremor ou pelo tsunami
estão a CMPC, a segunda maior produtora de celulose do país.
A produção de cobre foi poupada, registrando um crescimento
de 5% entre março de 2009 e março de 2010. Mas a produção
de molibdênio, um sub-produto do cobre, caiu 23%.
A atividade econômica do Chile pode ter recuado 2,5% em março
em relação ao mesmo mês do ano passado e 5,5%
em fevereiro, avalia Juan Pablo Castro, economista do Banco Santander
em Santiago, numa nota na qual comentava os dados.
Dois economistas do Banchile Inversiones, Rodrigo Aravena e Fernando
Soto, estimam que em março a economia teve uma retração
de 1,8% em relação a março de 2009 - ou 5%
em relação a fevereiro. Essa queda mensal seria a
mais forte desde 1986, quando o banco central começou a reunir
dados mensais sobre o ritmo da economia, escreveram os economistas
numa nota.
Fonte: Valor Econômico/Adaptado por Celulose Online
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