|
Terremoto
no Chile pode pressionar preços
Empresas brasileiras de C&P devem
ser beneficiadas
10/03/2010
- A produção de celulose nas principais plantas do
Chile estão paralisadas em função do terremoto
de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o país no último
dia 27 de fevereiro. Com a diminuição dos estoques
mundiais do produto, analistas ouvidos pela Agência Leia acreditam
que, as empresas brasileiras devem ser beneficiadas pelo aumento
do preço da commoditie.
Com
produção anual próxima de 5 milhões
de toneladas de celulose, o Chile é o décimo maior
produtor mundial, responsável por 8% da produção
global da commoditie. A Arauco, segunda maior produtora de celulose
no mundo, tem suas plantas localizadas na região do terremoto
e ainda não retomou a produção. Já a
CMPC, segunda maior fabricante do País, não teve suas
fábricas afetadas pelo terremoto, mas paralisou a produção.
No site da empresa, um comunicado afirma que seis unidades já
estão retomando o trabalho, enquanto outras duas ainda permanecem
paralisadas. "Todas as plantas florestais do país foram
paralisadas por que o tráfego em pontes e estradas foi interrompido
e não há como transitar com os produtos. O mais importante
é que ficamos sem água e energia e as plantas não
podem entrar em operação", ressaltou o presidente
da Corporação Chilena de Madeira, José Rafael
Campino, ao jornal "El Mercúrio", no fim da semana
passada.
A
SLW Corretora lembra que, logo após o terremoto, a CMPC divulgou
fato relevante afirmando que "por motivos de força maior"
interromperia por 30 dias a produção de celulose.
A corretora destaca ainda que o inverno rigoroso nos países
do hemisfério norte vai anular a possibilidade de que excedentes
de produção substituam a produção do
Chile no curto prazo. Dessa forma, a SLW considera o incidente positivo
para as empresas brasileiras. Destaque ainda para o preço
das ações da Suzano, Fibria e Klabin que tiveram altas
de 18,82%, 10,23% e 4,63%, respectivamente, na semana passada.
Fonte:
Agência Leia (CMA) / Adaptado por Celulose Online
|