Indústria de celulose do Chile suspende produção

O terremoto ocorrido no sábado (27) abalou o cinturão da celulose no País

Da Redação

02/03/2010 - O terremoto no Chile, ocorrido no último sábado (27), afetou o chamado cinturão de produção de celulose situado na região de Concepción, sul do país. O resultado foi uma paralisação das principais fábricas do setor. Por enquanto nenhuma das empresas afetadas pôde comentar como e quando acontecerá a retomada da normalidade da produção.

Segundo comunicado da CMPC, uma das maiores empresas de celulose do Chile, assinado pelo diretor-geral, Sergio Colvin, a empresa interromperá sua produção de matéria-prima para a produção de papel, por motivo de "força maior".
Tudo indica que a paralisação deverá acontecer por inicialmente 30 dias. Mas poderá ser estendida por um período maior caso a infraestrutura logística de abastecimento de madeira e escoamento da celulose via portos, rodovias e viadutos não for recuperada antes disso. "Nos próximos dias, esperamos ter uma ideia mais detalhada sobre a real dimensão da situação para recomeçar nossa produção", diz o comunicado da CMPC.

A região de Concepción concentra oito fábricas de celulose da CMPC e da Arauco que estão situadas num raio de cerca de 400 quilômetros do epicentro do terremoto. Essas fábricas são responsáveis pela produção de 2,7 milhões de toneladas de pasta extraída de pínus e 1,8 milhão de toneladas de eucalipto.

Para especialistas, o preço da celulose no mercado internacional poderá voltar a subir nos próximos meses. A interrupção da na oferta do Chile deve beneficiar os produtores brasileiros.

Fonte: Celulose Online com informações do iG