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Para
chanceler, novo governo deve manter políticas
16/10/2009 - O ministro das Relações Exteriores do
Uruguai, Pedro Vaz, disse nesta quinta-feira (15) que o Mercosul
deve encontrar novos caminhos para seguir avançando em sua
consolidação. Ele também ressaltou a importância
do papel que o novo presidente do país, que será eleito
neste ano, desempenhará neste processo.
"Os
temas complementares com os países da região e de
fora da região são linhas de trabalho que, na minha
opinião, deveriam ter continuidade", opinou Vaz, em
entrevista a jornalistas estrangeiros.
O chanceler
ponderou ainda que o novo governo uruguaio, que assumirá
em março de 2010, não deverá executar mudanças
de grande porte na política externa do país, já
que Montevidéu mantém uma "política de
Estado", na qual o Mercosul figura como "pilar de sua
inserção externa".
O "aprofundamento
e o aprimoramento" do Mercosul é fundamental, disse.
Vaz chamou a atenção, além disso, para a urgência
de concretizar as negociações com a União Europeia
para a assinatura de um acordo de cooperação política
e econômica, que qualificou como "importantíssimo".
O chanceler falou também sobre questões internas do
Mercosul, formado por Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.
Neste
sentido, mencionou a preocupação do Uruguai com o
Fundo de Convergência Estrutural (Focem) do Mercosul, que
segundo ele é a "ferramenta" adequada para "enfrentar
o tema das assimetrias" existentes entre as economias da região.
"Introduzir
o conceito de assimetrias (...) para equilibrar as balanças
[comerciais] é de grande importância", assinalou
Vaz, destacando que eventuais obstáculos a esse mecanismo
seriam "um problema sério".
Uruguai
e Paraguai questionam o tema das desigualdades de suas economias
dentro do Mercosul frente a Brasil e Argentina. O Uruguai exerce
atualmente a presidência semestral do bloco regional, será
entregue à Argentina em dezembro.
Por
fim, Vaz comentou a relação entre Uruguai e Argentina,
que mantêm um conflito diplomático no Tribunal Internacional
de Justiça, sediado em Haia, sobre a instalação
de uma fábrica de celulose no lado uruguaio da fronteira.
Segundo
ele, ambos os governos têm realizado "um esforço
importante para limitar as divergências estritamente à
questão do projeto de celulose" e que os laços
entre os países são "enormemente densos"
e "profundos" em diversas áreas.
A decisão
do Tribunal de Haia deve ser conhecida entre março e abril
de 2010 e Vaz espera que, depois disso, uma nova etapa se estabeleça
nas relações bilaterais.
"Desejamos
que a decisão seja um empurrão, um marco em todo este
processo para terminar com um assunto que tem sido desagradável
para todos e que queremos superar", declarou.
Fonte:
DCI
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