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Kirchners
tentam limitar papel-jornal
13/10/2009 - Na véspera da decisiva votação
da Lei de Mídia - com a qual o governo da presidente Cristina
Kirchner pretende restringir a atuação dos canais
de TV e estações de rádio privados -, o Clarín
e o La Nación, os dois maiores jornais da Argentina denunciaram
que o governo também pretende controlar diários impressos
por meio da intervenção na empresa Papel Prensa, única
fábrica de papel-jornal na Argentina. A Papel Prensa é
controlada pelo Grupo Clarín (49% das ações),
o La Nación (22,49%) e o Estado argentino (27,46%).
A empresa
abastece a maior parte dos jornais argentinos. Segundo os dois jornais,
o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno,
numa reunião com os diretores da Papel Prensa, afirmou que
o governo pretende intervir a empresa. Segundo ele, o governo "tentará
achar a maneira de reduzir o valor (da Papel Prensa) para comprá-la
ou desapropriá-la".
A denúncia
de tentativa de controlar o papel-jornal - uma tática usada
no Brasil durante o período do Estado Novo (1937-1945), quando
o produto só podia ser importado pelo getulista Departamento
de Imprensa e Propaganda (DIP) - tumultuou o cenário político
argentino poucas horas antes do início do debate da Lei da
Mídia no Senado.
A medida
determinaria que uma empresa que tenha um canal de TV aberta e outro
de TV a cabo deverá desfazer-se de um dos dois. Além
disso, estipula que um canal não poderá abranger mais
de 35% da população do país. No entanto, permite
que o Estado argentino possa operar em todo o território,
fato que tornará o canal estatal um dos poucos nacionais.
Os outros serão os dos sindicatos, universidades públicas
e Igreja Católica.
O principal
alvo da lei é o Grupo Clarín, com o qual o governo
está em pé de guerra desde o ano passado. A nova lei
abre o caminho para o surgimento de novos pequenos grupos de mídia
aliados do casal Kirchner.
Fonte:
Agência Estado. Adaptado por Celulose Online
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