Fábrica de celulose poderá continuar no Uruguai

24/09/2009 - O Uruguai pediu, nesta quinta-feira (24), aos juízes da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que permitam que a empresa de celulose Botnia continue operando, para por de vez o fim o conflito com a Argentina e restabelecer as "relações amistosas" com o país vizinho.

Com isso, o membro da Corte Suprema dos Estados Unidos, Paul Reichler, expôs expor seus argumentos perante o tribunal com sede em Haia, na disputa com a Argentina devido à construção dessa fábrica de celulose. Ao apresentar hoje seus argumentos, a delegação uruguaia também acusou a Argentina de não ter apresentado nenhum relatório independente sobre os efeitos ambientais da fábrica de celulose - em funcionamento desde novembro de 2007 - sobre o Rio Uruguai e seu ecossistema.

A Argentina solicitou na semana passada aos juízes que ordenassem a paralisação da atividade da fábrica de celulose, a mudança de uso de suas instalações ou seu desmantelamento como solução para o conflito.

Buenos Aires levou o conflito sobre as fábricas de celulose à CIJ em maio de 2006, com o argumento de que o país vizinho violou o tratado do Rio Uruguai quando autorizou a construção de duas unidades em sua margem do rio.

Fonte: UOL - Adaptado por Celulose Online