Uruguai afirma que fábrica de celulose não polui

21/09/2009 - O embaixador do Uruguai nos Estados Unidos, Carlos Gianelli, afirmou nesta segunda-feira (21) que a fábrica de celulose finlandesa Botnia não polui as águas do Rio Uruguai. O Uruguai abriu a primeira das quatro sessões com as quais conta para expor sua postura perante a demanda da Argentina por causa da construção da fábrica de celulose.

O embaixador sugeriu ainda que determinados poluentes que se encontram no rio provêm da indústria agrícola argentina e não da unidade construída pela Botnia, cuja atividade e resíduos são controlados pelas autoridades uruguaias.

O professor de direito internacional da Universidade de Edimburgo, Alan Boyle, reiterou que "os níveis de qualidade de água continuam bons" na altura de Fray Bentos, onde fica a fábrica de celulose. Boyle disse que "a poluição do rio é consequência de sua crescente industrialização", e indicou que a margem argentina conta com pelo menos 25 fábricas.

A história
A Argentina levou o conflito à CIJ em maio de 2006, com o argumento de que o país vizinho violou o tratado do Rio Uruguai, assinado em 1975, quando autorizou a construção de duas fábricas de celulose em sua margem do rio que divide os dois países.

Para a Argentina, o Uruguai não se submeteu aos mecanismos de informação e consulta do tratado em casos de atividades com possibilidades de poluir o meio protegido. Segundo o estatuto do Rio Uruguai, a administração dos recursos do rio deve ser conjunta.

Fonte: Agência EFE - Adaptado por Celulose Online