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Pesquisadores
estudam etanol a partir da celulose
25/08/2009 - Pesquisadores de vários países vão
se reunir em cinco lugares do planeta - na Malásia, na África
do Sul, no Brasil, nos Estados Unidos e na Holanda - para discutir
a viabilidade da produção de biocombustíveis
em larga escala e em nível mundial e buscar um consenso científico
sobre o assunto. A primeira etapa do projeto será cumprida
com os encontros nos cinco países. A reunião inaugural
ocorrerá em novembro, na Malásia, e as demais devem
acontecer entre fevereiro e maio de 2010.
Na
pauta dos debates, há tópicos obrigatórios,
como os desafios tecnológicos para obter etanol a partir
de celulose a custos competitivos, a possibilidade de replicar em
outros países o bem-sucedido caso do etanol de cana brasileiro
e o temor de que a concorrência dos biocombustíveis
comprometa outras culturas agrícolas.
Serão
também discutidas alternativas capazes de multiplicar a produção
sustentável de energia a partir da biomassa, tais como o
aproveitamento de terras degradadas e de pastagens, além
do aumento da eficiência dos processos de conversão
de energia.
No
comitê diretor do projeto estão: Lee Lynd, professor
de engenharia da Thayer School of Engineering, Dartmouth College;
Tom Richard, professor de engenharia agrícola e diretor dos
Institutos do Estado da Pennsylvania de Energia e Meio Ambiente
e Nathanael Greene, diretor de políticas para energias renováveis
da entidade ambientalista Natural Resources Defense Council.
As
cinco reuniões serão supervisionadas por um comitê
organizador composto por 11 membros. Há dois representantes
brasileiros neste grupo: os físicos José Goldemberg,
reitor da Universidade de São Paulo (USP) entre 1986 e 1990
e pioneiro nos estudos sobre a sustentabilidade do etanol de cana,
e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.
Fonte:
Pesquisa Fapesp. Adaptado por Celulose Online
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