Países da OCDE têm queda na atividade industrial

07/07/2009 - A indústria brasileira cresceu 1,3% em maio deste ano, quando comparada ao mês anterior, descontando os efeitos sazonais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com análise do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o desempenho é superior ao de alguns dos países-membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), como a Rússia, onde a atividade industrial apresentou queda de 4,7% em abril, e a Itália, com recuo de 4,6% em março.

Por outro lado, a indústria do País teve crescimento inferior, quando comparada à do Japão, que registrou alta de 5,4% em abril, da Coreia (+5,2% em março), e da Hungria (+4,4% em março).

Quando comparado o desempenho da indústria do Brasil ao de outras economias periféricas, com semelhante grau de desempenho, é possível observar uma forte retração da indústria do País (-11,1%) em relação ao mesmo mês do ano anterior. Porém, esse resultado pode ser considerado moderado, diante da queda de 23,3% da Rússia em maio, de 19,9% da África do Sul em abril e de 18% da Malásia, no período de janeiro e abril deste ano, frente o mesmo tempo do ano passado.

Já a Índia foi o único país da amostra que registrou uma taxa de variação positiva nessa mesma base comparativa, com alta de 0,7%, no quarto mês deste ano frente a abril de 2008, impulsionada, sobretudo, pelas inúmeras medidas anticíclicas adotadas pelo governo indiano.

Setores
Em maio, frente ao quarto mês do ano, dos setores pesquisados, houve elevação de produção em 20 dos 27 segmentos, com destaque para indústria farmacêutica (9,7%) e veículos automotores (2%).

Por categorias de uso, descontados os efeitos sazonais, todos os quatro segmentos registraram variação positiva na passagem de abril para maio. O principal destaque no mês coube ao setor de bens de consumo duráveis, o qual, impulsionado pela desoneração de impostos, registrou a quinta taxa de expansão, com alta de 3,8%, seguido por bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (1,3%) e por bens intermediários (1,1%). Bem abaixo da média da indústria, o setor produtor de bens de capital avançou apenas 0,7%.

Na avaliação do Iedi, o comportamento da produção em maio confirma que a indústria reage positivamente de forma firme e mais generalizada, apoiada na melhora das condições do crédito, na desoneração do IPI e na demanda interna. Há sinais mais consistentes de que a indústria já se ajustou, o que poderá abrir caminho para uma recuperação em ritmo mais forte no segundo semestre deste ano.

As medidas anticíclicas recém-anunciadas pelo governo, como a prorrogação da desoneração de impostos para automóveis, motos, linha branca, material de construção e caminhões, farinha de trigo e pão e a redução de imposto para bens de capital, e, sobretudo, a redução do custo dos financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) para a compra de máquinas e equipamentos devem impulsionar a reação da indústria.

Fonte: Infomoney. Adaptado por Celulose Online