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Brasil
descumpre meta para ambiente
06/07/2009 - O Brasil está aquém das metas de preservação
da biodiversidade que assumiu para 2010 dentro da CDB (Convenção
sobre Diversidade Biológica), o mais importante acordo internacional
para gestão da fauna e da flora do planeta. Em vigor desde
dezembro de 1993, o tratado entra agora numa fase crítica
sob o risco de virar uma peça de ficção, por
culpa do Brasil e de outros países signatários.
No
ano que vem, em Nagoya (Japão), os membros da convenção
terão de mostrar se fizeram a lição de casa.
Um dos indicadores para saber se a CDB vem sendo seguida nas nações
que assinaram o texto é o conjunto de metas que cada uma
delas definiu para si.
O Brasil
apresentou suas metas em 2006. Duas delas são até
ambiciosas --zerar o desmatamento da mata atlântica e reduzir
em 75% o desmate amazônico--, mas não serão
cumpridas. O país provavelmente será cobrado pelo
cumprimento daquilo que foi colocado no papel.
Repartição
de benefícios
O receio de que as metas da CDB pudessem não ser cumpridas
existia desde quando o acordo nasceu, na Rio-92, reunião
patrocinada pela ONU no Rio de Janeiro há 17 anos. A intenção
do documento, que passou a vigorar em 1993, era criar um marco diplomático
para ajudar a preservar a biodiversidade global, mas pouca coisa
foi feita como o documento previa.
O grande
gargalo das discussões hoje é a repartição
dos benefícios pelo uso dos conhecimentos de índios
e comunidades tradicionais. Sem o desfecho desse nó --algo
que pode ocorrer na próxima reunião da convenção,
em outubro de 2010-- a contribuição real do documento
será quase nula, dizem os especialistas no tema.
Fonte:
Folha Online. Adaptado por Celulose Online
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