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País
quer intermediar acordo sobre emissões
18/06/2009 - O Brasil quer "fazer o meio de campo" entre
países emergentes e desenvolvidos na busca de um acordo para
descarbonização das economias, na conferência
de Copenhague sobre o pós-Kyoto, segundo o ministro brasileiro
das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Para
o ministro, um acordo poderia ser baseado em "metas voluntárias
de corte de emissões para ricos e emergentes, quantificáveis,
reportáveis e verificáveis". Propõe uma
espécie de revisão de políticas ambientais,
nos quais os países seriam cobrados pelo andamento dos programas
ambientais que implementam. "De nosso lado, nos preparamos
para fazer as coisas", afirmou o ministro, reiterando que o
Brasil está reduzindo o desmatamento e o programa Amazônia
pode inspirar acordos entre emergentes e ricos.
Amorim
disse que o Brasil quer avanços e não se exime de
assumir responsabilidades, mas cobra, ao mesmo tempo, que os ricos
façam mais, porque são os maiores responsáveis
pela poluição do planeta. Os Brics - Brasil, Rússia,
Índia e China - têm posições com nuanças.
A China e a Índia são especialmente incisivos na reação
a metas para limitar suas emissões, achando que isso afetaria
seu desenvolvimento econômico. O grupo terá reuniões,
especialmente visando o G-8/G-5, em julho, na Itália.
Fonte:
Valor Econômico. Adaptado por Celulose Online
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