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Crise
compromete avanço da inovação nas economias
25/04/2009 - A divisão de inteligência
da revista "Economist" revelou um novo impacto da crise.
Com o turbilhão financeiro, os países tornaram-se
menos inovadores e poderão sofrer graves consequências
nos próximos cinco anos. Esperava-se um incremento de 6%
até 2013 na média do índice de inovação
mundial. Essa média foi revista para 2%. Os EUA são
os mais afetados, seguidos pelo Reino Unido. O Brasil também
piorou. Na contramão, China e Índia se destacam com
os melhores desempenhos.
A
pesquisa mostra que os EUA, antes na 3ª colocação
na lista dos mais inovadores, caíram para a 4ª em 2008.
O Reino Unido também perdeu, passando da 18ª à
19ª.
Para
chegar ao ranking, os analistas da "Economist" criaram
um índice que vai de zero a dez e avalia não apenas
os resultados práticos da inovação (registro
de patentes e exportação de tecnologia, por exemplo),
como o ambiente de investimento público e privado necessário
para estimular a produção de conhecimento. Segundo
a lista, o Japão é o campeão em inovação,
com nota dez. A Líbia, último entre os 82 países
avaliados, teve nota zero.
Os
americanos estão preocupados com seu desempenho. Dados do
U.S. National Science Board revelam que os investimentos em ciência
e tecnologia sofreram redução com a crise, e o volume
de exportação de tecnologia já teve queda.
O apoio financeiro público à pesquisa nas universidades
sofreu cortes pela primeira vez em 25 anos. Resultado: o próprio
governo teme redução nas competitividade do país
no mercado internacional e a diminuição de mão
de obra qualificada.
Na
contramão desse movimento, China e Índia registraram
os maiores crescimentos. Os chineses ganharam cinco posições
entre 2006 e 2008, enquanto os indianos subiram duas. Na China,
os investimentos em ciência e tecnologia já representam
1,4% do PIB.
Até
2010, esse índice chegará a 2% do PIB -próximo
ao dos países que ocupam o topo da lista dos mais inovadores.
A China segue o exemplo da Coreia do Sul, que adotou uma política
de reforçar os gastos com educação, pesquisa
e desenvolvimento, além de fomentar a parceria entre universidades
e empresas na obtenção de tecnologias que possam agregar
valor aos produtos de exportação do país.
Emergentes
Na lista, o Brasil caiu da 49ª colocação para
a 48ª posição. O MCT (Ministério da Ciência
e Tecnologia) informa que esses números ainda não
refletem as mudanças implementadas para estimular a inovação
no país.
O
MCT está reformulando a Lei do Bem, criada há quatro
anos para facilitar ainda mais o acesso das empresas que podem obter
incentivos fiscais, se investirem em pesquisa.
Segundo
o Instituto Inovação, uma consultoria privada, as
companhias brasileiras inovadoras já vendem produtos de valor
agregado que custam, em média, 30% mais que os artigos de
seus concorrentes que não inovam. Elas também exportam
16% mais e pagam 23% mais aos seus funcionários.
Fonte:
Folha de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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