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Foex
investiga queda no preço da celulose
05/03/2009 - O Brasil terminou o ano passado como o quarto maior
produtor de celulose do mundo e já no início de 2009
recebeu outra notícia de peso: o nascimento de uma gigante
no ramo. Todavia, a companhia já nasce com um problema da
dimensão de sua estrutura: o enfraquecimento econômico
global. Este cenário, provocado pela crise financeira mundial,
vem cada dia mais se mostrando prejudicial ao setor, dado que menor
crescimento na economia significa menor demanda por matérias-primas.
O reflexo
é verificado no preço em dólares da celulose
de fibra longa e fibra curta, com base nos dados da companhia finlandesa
Foex. O preço do Foex NBSK (fibra longa) caiu 26,3%, para
US$ 641,51 a tonelada em 2008 na comparação com o
ano anterior, enquanto o preço do Foex BHKP (fibra curta)
caiu 24,8% no ano passado, encerrando cotado a US$ 584,54 por tonelada.
Em
entrevista à InfoMoney, Timo Teräs, diretor da Foex,
diz que a dimensão e a velocidade com que os preços
da matéria-prima variam dependem de muitos fatores, dentre
os quais a origem do movimento e a moeda em que os preços
são mensurados podem ser destacados.
O maior
declínio em termos absolutos foi visto entre 1995 e 1996,
quando o preço em dólares da NBSKP (Northern Bleached
Softwood Kraft Pulp) caiu de US$ 1.000 a tonelada para menos de
US$ 500 por tonelada em poucos meses. "A velocidade da queda
de preços tem aumentado ao longo do tempo; os últimos
três ciclos de baixa foram claramente mais acelerados do que
os verificados nas décadas de 1970 e 1980."
No
entanto, a velocidade da queda de preços tem aumentado ao
longo do tempo; os últimos três ciclos de baixa foram
claramente mais acelerados do que os verificados nas décadas
de 1970 e 1980. Esta trajetória tem ocorrido provavelmente
em função do aumento na velocidade e simultaneidade
das informações e, também, devido à
redução no cenário de contratos com preços
fixados em base anual, diz Teräs. Segundo ele, há algum
tempo os contratos já começaram a ser fixados com
prazo de quatro meses e, mais recentemente, em um mês ou menos.
Além disso, a tendência de alta neste mercado sempre
foi mais lenta do que a de baixa.
De
acordo o diretor da Foex o fortalecimento do dólar contra
moedas de país compradores (tipicamente o euro) ajudaram
a pressionar os preços da celulose em dólares. "Entre
2002 e 2008, quando os preços da celulose em dólar
subiram bem mais de 80%, a moeda norte-americana se desvalorizou
cerca de 70% contra o euro. Se você fizesse uma projeção
correta para a taxa de câmbio em 2002, teria uma estimativa
muito melhor do que a de qualquer especialista do setor."
Outro
aspecto é o grande aumento de capacidade verificado em 2007
e no começo de 2008. "Este impacto foi reprimido primeiramente
pelos problemas práticos com a oferta, como as dificuldades
de abastecimento de madeira na região nórdica e na
Indonésia, bem como na América do Norte. Quando este
movimento foi atenuado, simultaneamente ao declínio da demanda,
os estoques dispararam e a queda de preços foi ainda mais
acelerada."
Fonte:
Infomoney. Adaptado por Celulose Online
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