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FED
faz prognóstico sobre economia americana
25/02/2009 - A total recuperação da maior economia
do planeta só ocorrerá dentro de dois ou três
anos, segundo prognóstico do presidente do Federal Reserve
(Banco Central dos Estados Unidos), Ben Bernanke. O prazo pode ser
menor se o governo de Barack Obama, o Congresso e o próprio
FED conseguirem restaurar, em alguma medida, a estabilidade do mercado
financeiro.
"Somente
neste caso, na minha opinião, seria razoável prever
o fim da atual recessão em 2009, e 2010 seria um ano de recuperação",
afirmou Bernanke ao apresentar relatório semestral de política
monetária ao Senado norte-americano.O presidente do Fed apontou
as causas da atual recessão, mencionou as consequências
da crise nos Estados Unidos e enumerou as medidas tomadas pelo governo,
mas reconheceu que se mantém a tendência de aguda retração
da atividade econômica no primeiro quadrimestre de 2009. Também
lembrou que, em janeiro, os técnicos do FED reviram para
baixo a previsão de crescimento da economia americana para
2009. A nova projeção é de uma queda entre
0,5% a 1,3% do PIB - em outubro de 2008, a expectativa variava entre
uma retração de 0,2% e uma taxa de crescimento de
1,1%.
"Estas
projeções refletem uma já esperada significativa
retração na primeira metade deste ano, combinada com
uma retomada gradual do crescimento na segunda metade", disse
Bernanke.
As
projeções para 2010 são melhores, mas ainda
modestas. "Os formuladores de políticas do FED continuam
esperando uma expansão moderada no próximo ano, com
tendência de crescimento real do PIB entre 2,5% e 3,3%",
frisou. Já a taxa de desemprego só deve começar
a cair no final do próximo ano, ficando em torno de 8%.
Bernanke
ressaltou, no entanto, que o panorama ainda é bastante incerto.
Um dos maiores riscos, segundo ele, vem da "natureza global"
da retração econômica - o que, na sua avaliação,
pode afetar as exportações americanas e as condições
financeiras além das atuais projeções.
Outro
risco apontado pelo presidente do FED é a "força
destrutiva" da inter-relação entre a fragilidade
da economia e as condições financeiras. "Para
quebrar este ciclo adverso, é essencial que continuemos a
dar estímulos fiscais, com uma forte ação do
governo para estabilizar as instituições financeiras
e os mercados financeiros", alertou.
O FED
e o Tesouro americano anunciaram novas modalidades de ajuda a bancos
em dificuldade, com possibilidade de nacionalização
das instituições. Índice do Conference Board
divulgado hoje mostra que a confiança dos consumidores norte-americanos
chegou, em fevereiro, ao pior nível dos últimos 40
anos. O índice foi de 25 pontos, contra 37,4 pontos registrados
em janeiro - o mais baixo desde 1967.
Fonte:
Agência Brasil. Adaptado por Celulose Online
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