Conflito: Argentina continua inflexível

29/01/2009 - O conflito diplomático entre Argentina e Uruguai em relação à Botnia. que já dura mais de dois anos, parece não ter fim. A fábrica de pasta de celulose que está instalada na cidade de Fray Bentos, no Uruguai, gera diversos movimentos com ativistas argentinos contrários à atividade da Botnia, acusada por eles de poluir o ambiente, por isso a ponte binacional General San Martín continua bloqueada. O secretário do Meio Ambiente da Argentina, Homero Bibiloni, comunicou ontem (28) que o governo argentino "em nenhum momento abandonou" sua posição contrária à instalação da fábrica de pasta de celulose Botnia em território uruguaio (próximo à fronteira com a Argentina). Com isso, a discordância entre Montevidéu e Buenos Aires segue passagem.

Segundo Bibiloni, a Argentina levou esse conflito ao máximo nível possível do estado de direito internacional: o Tribunal de Haia. "Desde então, assumiu uma estratégia de defesa irrestrita em relação ao tema ambiental e ao problema da violação do tratado do Rio Uruguai", informou.

O secretário também garantiu que sua pasta acompanhou este processo e continua observando talvez de maneira menos perceptível. Ele afirmou que a postura diante do assunto permanece a mesma.

De acordo com Bibiloni existe um cronograma de trabalho que começou no fim de dezembro e que terminará no segundo semestre do ano, com as audiências preliminares e as audiências no Tribunal de Haia.
Para o secretário argentino, os protestos de Gualeguaychú contra a Botnia são um "ponto de inflexão na história das mobilizações ambientais" do país.

Habitantes de Gualeguaychú fazem nesta quinta-feira (29) uma marcha em direção ao porto de Buenos Aires, para bloquear o trabalho da empresa naval Buquebus, que transporta pessoas até Colônia e Montevidéu. O governo argentino assegurou impedirá a ação dos manifestantes e que o serviço será prestado normalmente.

Fonte: Ansa Latina. Adaptado por Celulose Online