Importadores da Europa e Ásia já cancelam pedidos

01/10/2008 - O crédito para exportação, que estava escasso na semana passada, secou de vez para as empresas, após a rejeição, pelo Congresso americano, do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões às instituições financeiras em crise. Para contornar a restrição de financiamentos, as companhias - e não apenas as exportadoras - já estudam alternativas de emergência para obter recursos financeiros.

"O mercado parou", afirmou Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, um dos maiores grupos do setor de embalagem de papelão e celulose do País, que fatura US$ 800 milhões, dos quais US$ 300 milhões são provenientes de exportações. "Não sei o que vamos fazer", disse. Segundo ele, uma das alternativas é o desconto de duplicatas. "Mas estamos estudando."

Além da restrição do crédito à exportação, Amoroso conta que muitos importadores da China e da Europa decidiram cancelar parte dos pedidos, temendo a desaceleração da demanda em seus países. "O momento é preocupante", resumiu o executivo, que optou por segurar os R$ 30 milhões restantes que investiria no aumento da capacidade de produção das fábricas, programado para até dezembro deste ano.

Também as construtoras, que recentemente abriram o capital e compraram inúmeros terrenos na expectativa de conseguirem facilmente recursos de crédito imobiliário dos bancos para erguer os empreendimentos, começam a recorrer novamente ao mercado para se capitalizarem. Na sexta-feira, por exemplo, a Rossi Residencial distribuiu um comunicado informando que seu conselho de administração tinha aprovado a emissão de debêntures no valor de R$ 40 milhões, com garantia do Banco Votorantim.

Segundo o comunicado, a decisão foi tomada para "incrementar a posição positiva de caixa, assegurando maior conforto durante um eventual cenário de contração de crédito". A construtora Even decidiu no dia 18 aumentar em R$ 150 milhões o seu capital social, por meio de emissão de ações. "As medidas contribuem para a manutenção da sua robustez financeira", disse nota da empresa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Yahoo Notícias. Adaptado por Celulose Online