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Barreiras
ambientais são nova ameaça a emergentes
25/09/2008
- As indústrias do Brasil, China e outros emergentes terão
de acelerar a redução das emissões de carbono
ou enfrentarão barreiras ambientais no mercado internacional,
sinalizou ontem um fórum público na Organização
Mundial do Comércio (OMC). "Há mais ameaças
de barreiras ambientais e precisamos trabalhar com o Brasil e outros
contra isso", afirmou a ministra de Comércio da Indonésia,
Mari Pangentu, uma das participantes do evento sobre o futuro do
comércio mundial. O embaixador da China, Sun Zhenyu, concordou.
O governo
francês é um dos países que propõem uma
"taxa carbono" sobre as importações para
a União Européia (UE) de mercadorias com alto teor
de carbono, produzidas com pouca eficiência energética.
Paris quer trabalhar com a UE sobre propostas a serem apresentadas
até 2011, para aplicação automática
de um "mecanismo de ajuste nas fronteiras" contra as importações
provenientes de países que se recusam a contribuir na redução
de emissões de gás estufa após 2012, na nova
fase do Protocolo de Kyoto.
Ontem,
na OMC, o principal negociador da Dinamarca para questões
de clima e energia, Thomas Becker, disse que num período
transitório pós-Kyoto as indústrias "serão
protegidas", mas depois precisarão se adaptar mais rapidamente.
Ele
estimou que 80% do custo da adaptação a tecnologias
limpas deverá vir do próprio setor privado. Já
a ministra da Indonésia reiterou que os emergentes se comprometem
com redução de emissões de gases, mas em bases
diferenciadas e precisam de ajuda financeira.
Pascal
Lamy, diretor-geral da OMC, estimou que o comércio de produtos
ambientais é de US$ 500 bilhões por ano, indicando
que a "descarbonização" da economia é
também um bom negócio. Sem mencionar a proposta francesa,
Lamy advertiu sobre a adoção de medidas de coerção
contra os países emergentes, avisando que isso alimentaria
mais desconfiança nas relações internacionais.
O Brasil
tem apontado o risco de uma "agenda insidiosa" de países
industrializados para tentar vincular comércio e meio ambiente
em futuras negociações na OMC. Já Lamy insistiu
ontem que as organizações que tratam de meio ambiente
devem resolver a questão sobre clima e comércio e
a OMC depois se adaptará.
Fonte:
Valor Econômico. Adaptado por Celulose Online
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