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Bactéria
transforma qualquer planta em etanol
09/09/2008
- Cientistas americanos continuam na corrida para desenvolver uma
forma de produzir etanol que seja competitiva. Sua última
criação é uma bactéria, capaz de comer
celulose e excretar etanol, com alta produtividade.
O microrganismo
é uma versão "adaptada" da bactéria
Thermoanaerobacterium saccharolyticum. Trata-se de uma criatura
termofílica (ou seja, que gosta de altas temperaturas) e
anaeróbica (ou seja, que não usa oxigênio).
Os cientistas, liderados por Joe Shaw e Lee Lynd, do Dartmouth College,
nos EUA, modificaram geneticamente o bichinho (rebatizado de ALK2)
para que ele produzisse mais e melhor o etanol. Deu certo: além
do alto rendimento, acabou que o etanol foi praticamente o único
produto gerado pela bactéria.
Os
resultados foram publicados na última edição
da "PNAS", revista da Academia Nacional de Ciências
dos Estados Unidos, e trazem novo alento à busca dos americanos
de uma forma mais eficiente de produzir etanol. Hoje, a única
forma viável nos EUA é com a fermentação
de milho. Ocorre que o rendimento é baixo, e o desvio da
produção de milho para a geração de
combustível agrava a crise dos alimentos. Naquele país,
a forma mais eficiente de produzir etanol, a partir da cana-de-açúcar,
é inviável -- o clima não é propício
a essa cultura.
Daí
a expectativa de obter um meio de produção que consiga
lidar com a celulose diretamente. Trata-se de um açucar complexo
que as plantas usam para fortalecer sua estrutura. Caso uma bactéria
possa processá-la, praticamente qualquer tipo de planta poderia
ser usado para produzir etanol.
Ainda
assim, os cientistas alertam que pode levar anos até que
o organismo possa ser aplicado com sucesso na produção
de etanol em larga escala a partir de celulose. "Independentemente
das capacidades notáveis da linhagem ALK2, mais trabalho
precisa ser feito antes que o organismo seja utilizável para
aplicação industrial", escreveram os cientistas.
Fonte:
G1. Adaptado por Celulose Online
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