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Etanol
celulósico no foco da aliança EUA-Brasil
08/08/2008
- Os Estados Unidos devem reforçar as pesquisas em biocombustíveis
em parceria com o Brasil. Até o fim deste mês, os dois
países definem quais serão os principais pontos que
serão estudados em etanol de segunda geração.
Os
EUA, maiores produtores de etanol à base de milho, devem
colocar entre 2012 e 2013 quatro plantas em operação
para produzir etanol celulósico em escala industrial, disse
Helena Chum, responsável pela área de biocombustíveis
do Laboratório Nacional de Energia Renovável, instalado
no Colorado, vinculado ao Departamento de Energia dos EUA. O orçamento
do EUA para essas pesquisas soma US$ 1 bilhão. No Brasil,
os recursos não atingem R$ 50 milhões por ano. "Serão
quatro plantas que usarão madeira, resíduos de lixo,
palha de milho e capim-elefante", disse. Ontem, a gigante inglesa
do petróleo BP e a americana Verenium assinaram acordo para
desenvolver pesquisas nesse sentido, informou a Bloomberg.
"O
Brasil tem matéria-prima barata, ao contrário dos
EUA", afirmou Helena Chum. Segundo ela, os custos de produção
com etanol a partir de milho giram em torno de US$ 1,20 por galão
(3,78 litros), dependendo da cotação do milho. Para
o etanol de segunda geração, os custos superam US$
2,60 por galão. "Esses custos têm de cair mais,
abaixo de US$ 1,30 para se tornarem viáveis comercialmente."
Chum,
que estava no Brasil de férias, acompanhou ontem a comitiva
de Jeffrey Kupfer, secretário-adjunto do Departamento de
Energia dos EUA. Kupfer, que também esteve em Brasília
nessa semana, não deu muitas esperanças sobre a possibilidade
do governo americano reduzir ou eliminar as tarifas para importação
do etanol brasileiro.
A cobrança
da tarifa foi prorrogada pelo Congresso americano até 2010.
Kupfer ressaltou que Brasil e EUA são importantes parceiros
e podem desenvolver pesquisas juntos. Um eventual processo do Brasil
contra os subsídios americanos ao etanol na Organização
Mundial do Comércio (OMC) não afetaria a parceria
entre os dois países, afirmou.
Fonte:
Valor Econômico. Adaptado por Celulose Online
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