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Receita
de exportações de C&P chega a US$ 7,2 bi
Desse total, US$ 5,0 bilhões correspondem às exportações
de celulose.
07/02/2012
- As projeções da Bracelpa (Associação
Brasileira de Celulose e Papel), divulgadas em dezembro, foram mantidas
no que se refere à receita de exportações do
setor em 2011. O índice totalizou US$ 7,2 bilhões,
um crescimento de 6,2% em relação a 2010. Desse total,
US$ 5,0 bilhões correspondem às exportações
de celulose, responsáveis por 69,5% da receita total de exportações
do setor no ano passado. Em relação ao papel, a receita
de exportações, no acumulado, registrou aumento de
9%, na comparação com 2010, totalizando US$ 2,2 bilhões.
Apesar de ser o centro da instabilidade econômica mundial,
a Europa foi o principal destino da celulose brasileira em 2011,
totalizando 45,4% da receita de exportação do produto,
seguida da China e da América do Norte, respectivamente com
26,0% e 18,7% da receita de exportação. Já
no que diz respeito ao papel, os países da América
Latina permaneceram como principal mercado e foram responsáveis
por 56,8% da receita de exportação, seguidos por Europa
e América do Norte, responsáveis por 17,3% e 9,4%
da receita de exportação, respectivamente.
Em relação à produção, os números
permanecem estáveis no ano de 2010: de janeiro a dezembro
foram produzidas 14,0 milhões de toneladas de celulose e
9,9 milhões de toneladas de papel.
As vendas de papel no mercado doméstico mantiveram-se no
mesmo nível de 2010. Como já avaliado nos últimos
meses pela Bracelpa, esse resultado tem sido causado, principalmente,
pelo aumento das importações dos produtos, nos quais
incide a imunidade de impostos quando são destinados à
produção de livros, jornais e revistas. Dados setoriais
mostram que os papéis de imprimir e escrever e papelcartão
têm sido alvo de ações ilegais. Depois de serem
declarados como imunes de impostos, são utilizados em outras
finalidades que não para fins editoriais, concorrendo com
o papel tributado, o que prejudica a concorrência justa e
leva à evasão fiscal.
A legislação brasileira concede imunidade de impostos
que incidam sobre livros, jornais, periódicos e ao papel
destinado à sua impressão. A medida busca estimular
a difusão da cultura e o hábito da leitura, reduzindo
o preço final desses produtos, benefício que não
é estendido a outras finalidades de uso do papel. No entanto,
parte do produto declarado para uso editorial vem sendo desviada
na cadeia de comercialização.
Em 2010, as operações ilegais com papéis declarados
imunes movimentaram 620 mil toneladas de papéis de imprimir
e escrever e resultaram em uma perda estimada de R$ 411 milhões
para os cofres públicos. Sem o pagamento de impostos devidos,
esses papéis desviados competem deslealmente no mercado,
com uma vantagem de preços de até 35% em relação
ao produto nacional tributado.
Fonte: Redação - Agência IN/Adaptado por CeluloseOnline
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