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Presidente
da Fiemg elogia queda da Selic
01/12/2011 - O presidente
da Fiemg, Olavo Machado Jr., considerou acertada a decisão
do Banco Central de manter a trajetória de redução
da taxa Selic. Em nota oficial, ele afirmou que a indústria
tem apresentado péssimos resultados de crescimento em função
de diversos fatores macroeconômicos, entre eles os juros altos.
"A principal preocupação para este ano e 2012
passa a ser com o crescimento econômico perante a crise. Mais
uma vez, a redução dos juros se faz fundamental para
que a economia brasileira não arrefeça no ritmo mundial",
salientou.
Para
o dirigente, a inflação já começou a
arrefecer em função da crise, o que favorece uma aceleração
do processo de redução da taxa de juros. "Esse
é um dos caminhos necessários e urgentes para estimular
o consumo interno e reduzir o custo do capital de giro das empresas",
disse. Veja abaixo a íntegra da nota:
Minuta
- Copom de Novembro de 2011
Vemos como acertada a decisão do Banco Central em manter
a trajetória de redução da Selic. Em um momento
onde se agrava a crise nos países desenvolvidos, sobretudo
a Europa, essa é a melhor atitude a ser tomada pelo Banco
Central.
A indústria
este ano tem apresentado péssimos resultados de crescimento,
em boa parte graças ao cenário macroeconômico
atual. A partir de um conjunto de fatores que inclui sobrevalorização
cambial, elevada e crescente taxa de juros, pesada carga tributária
e infraestrutura deficiente e custosa, não havia como a indústria
desenvolver o seu potencial este ano. Para se ter uma idéia,
somente em setembro a produção industrial recuou 2%
em relação ao mês anterior, registrando um crescimento
acumulado de 1,1% em 2011. A indústria de transformação
registrará este ano crescimento pífio.
Ademais
as pressões inflacionárias do começo do ano
arrefeceram, graças à crise internacional. O próprio
Banco Central e os principais especialistas esperam uma redução
nos índices de preços ao longo dos próximos
meses, levando a inflação a ficar abaixo do teto da
meta. Neste caso, a principal preocupação para este
ano e 2012 passa a ser com o crescimento econômico perante
a crise. Mais uma vez, a redução dos juros se faz
fundamental para que a economia brasileira não arrefeça
no ritmo mundial.
Hoje
foi anunciada uma ação conjunta dos bancos centrais
do Canadá, Reino Unido, Japão, EUA, Suíça
além do Banco Central Europeu a fim de evitar que haja uma
maior contração no crédito e que a situação
se deteriore ainda mais. O objetivo é reduzir os custos das
operações realizadas entre os bancos centrais, garantindo
assim, o seu caráter de "emprestador de última
instância". Nesse sentido, a maioria dos formuladores
de política econômica reforça a estratégia
de se preocuparem mais com o nível de atividade da economia
do que com a aceleração dos preços.
Finalmente,
precisamos ser conscientes que a crise já começou
a afetar o Brasil, seja através da balança comercial
ou do mercado financeiro. A Europa e o Japão praticamente
não crescerão este ano e em 2012, região para
onde são destinadas 35% de nossas exportações.
As agências de risco estão rebaixando o rating da maioria
dos países dos continentes desenvolvidos. Diante deste quadro,
precisamos nos preocupar em sair da melhor forma possível
deste "terremoto" e fortalecer cada vez mais nossa posição
de protagonismo na economia mundial.
Por
fim, é fato que a crise já tenha se alastrado não
só para o Brasil, mas também para os outros países
emergentes Em última instância, não podemos
deixar que a crise nos leve para uma situação de estagnação
produtiva e desemprego. A aceleração no processo de
redução da taxa de juros representa um dos caminhos
necessários e urgente para estimular o consumo interno e
reduzir o custo do capital de giro das empresas.
O Banco
Central deve permanecer nessa trajetória.
Site:
site FIEMG
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