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Especialista
sugere ações para minimizar as queimadas em MG
O
Estado teve neste ano o maior número de focos de queimadas
do país, registrados no mês de setembro.
Por
Valter Jossi Wagner
18/10/2011 - Dirigentes de companhias que possuem extensas áreas
de florestas plantadas e nativas na região oeste de Minas
Gerais ficaram neste ano bastante preocupados com o elevado número
de incêndios na região. Segundo o INPE (Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais), neste período foram registrados
2.845 focos em todo o Estado, o que representa 54% a mais que o
mesmo período do ano passado. O instituto garante que a vegetação
pode levar de 15 a 20 anos para se restabelecer. Embora a grande
maioria das empresas florestais possuam estrutura pronta para combater
os incêndios, especialistas advertem: a principal forma de
combate é a prevenção.
Para
Daniel Martinez, gerente florestal da Ebflora, a melhor maneira
de investir na prevenção é envolver as comunidades
locais. De acordo com ele, a Ebflora vem investindo nesta receita
desde 2009 e atua junto aos donos de propriedades vizinhas, de forma
a orientar e alertar sobre os perigos e os danos causados pelos
incêndios. "Através deste trabalho temos conseguido
propagar que mais importante que o dano econômico são
os danos ambientais provocados pelos incêndios florestais",
diz.
Segundo
o gerente, as campanhas visam mostrar através de orientações,
vídeos, panfletos, que o aspecto mais preocupante no que
diz respeito às queimadas no Brasil é que a maior
parte delas poderia ser evitada ou minimizada, pois são diretamente
causadas pela ação do homem. "É muito
comum produtores rurais atearem fogo em pastagens ou lavouras para,
posteriormente, iniciar uma nova cultura no local, essa é
uma forma danosa de manejo ao solo", afirma.
Martinez
alerta que de abril a setembro é o período do ano
em que mais são registrados casos de queimadas e incêndios
florestais. Segundo ele, é possível haver um planejamento
e uma política de prevenção para que os incêndios
não aconteçam. E destaca : "os prejuízos
são incalculáveis, como por exemplo, o desaparecimento
de espécies de vegetação que só existem
em determinadas áreas".
Fonte:
CeluloseOnline
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