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Governador
do Mato Grosso do Sul afirma que Estado tem potencialidade para
a formação de florestas plantadas
"Enquanto
isso os órgãos em Minas Gerais ficam discutindo minudências
e os investimentos que deveriam ser feitos em regiões de
terras devolutas e
Inférteis do Estado, vão para outras paragens, relegando
Minas a um papel menor no setor." Antônio Eduardo
Baggio - Presidente do SINPAPEL-MG
08/09/2011
- Em sua visita às feiras Fenasucro (XIX Feira Internacional
da Indústria Sucroalcooleira) e Agrocana (IX Feira de Negócios
e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar), nesta
quinta-feira (1/9), o Governador do Mato Grosso do Sul, André
Puccinelli, sinalizou a potencialidade do Estado para a formação
de florestas plantadas e para se consolidar como polo de celulose.
Segundo o governador, o Mato Grosso do Sul está preparado
para receber mais uma grande empresa do setor, mas ainda não
citou nome de nenhum grupo.
"Hoje
temos 450 mil hectares de eucaliptos plantados, que não são
suficientes para o carvão vegetal, para siderúrgicas
e para fornecimento da Fibria em sua expansão". O Governador
explicou que, como o ciclo do eucalipto exige no mínimo seis
anos para o corte, o Estado está induzindo e fomentando no
setor a necessidade de se ter novas plantações e florestas.
"Isso porque queremos trazer para o Estado um terceiro empreendimento
internacional - uma joint venture - que vai ser feita com capital
nacional. "Aí teremos a terceira fábrica de celulose
no Estado", anuncia. Para Puccineli, o MS vai precisar em breve
de ter, no mínimo, 1 milhão de hectares plantados
para atender às necessidades de produção local.
Quanto
à limitação para a aquisição
de terras por estrangeiros, o governador disse que tem tratado com
a Abraf (Associação Brasileira de Florestas) e buscando
soluções. "Nós mostramos que esta limitação
para alguns setores está errada. Eles entenderam e disseram
que isto foi feito em decorrência da "barriga de aluguel"
que a China queria fazer para arrendar terras nossas". De acordo
com o governador, o país asiático se beneficiava através
da Lei Kandir e assim não pagava tributos, por conta da licença
da lei destinada à exportação de alimentos.
"Mostramos para a entidade que os setores de florestas e o
de alimentos são diferentes", comenta. O governador
também citou que o setor, tal como o sucroenergético,
está estabilizado com grandes investimentos. Ele avaliou
que os dois setores precisam ter áreas próprias para
produção "para não ficarem na insegurança
do não fornecimento da matéria-prima", completa.
André
Puccineli também garantiu que existe espaço suficiente
no Estado do Mato Grosso do Sul para receber mais duas empresas
do setor de celulose e papel. Segundo ele, a capacidade máxima
do Estado suporta quatro empresas do setor. "Temos agora a
Fibria 2, a Eldorado Brasil em construção e iremos
receber esta estrangeira que produzirá 1,5 de toneladas de
pasta de celulose por ano". O governador complementou que depois
que o Estado atingir sua capacidade, o próximo passo é
rever o limite de terras e madeiras suficientes, acima de 1 milhão
de hectares. "Só depois poderemos pensar em ampliações
futuras", concluiu.
Fonte:
CeluloseOnline
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