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Uso
de sacolas plásticas pode ser vetado no interior
Projeto obriga o comércio a fornecer sacos
de material biodegradável.
SAULO
BARBOSA.
01/09/2011
- A exemplo do que já ocorre em Belo Horizonte e em outros
municípios do Estado, a substituição da oferta
de sacolas plásticas tradicionais, produzidas à base
de petróleo, por materiais biodegradáveis pode se
tornar obrigatória em todo o território mineiro. A
discussão está avançando na Assembleia Legislativa
de Minas Gerais (ALMG). Na última semana, a Comissão
de Constituição e Justiça aprovou parecer pela
legalidade do Projeto de Lei 1.023/11, do deputado Leonardo Moreira
(PSDB), que obriga o comércio varejista a disponibilizar
ao consumidor, mediante cobrança, sacolas ou sacos em material
reciclável ou biodegradável. A aprovação
pela comissão é o primeiro passo para que a proposta
siga em tramitação e o debate sobre o tema possa deslanchar
no Legislativo.
Em
vigor desde 18 de maio na capital mineira, a proibição
de uso de sacolas plásticas está sendo proposta em
pelo menos 30 municípios do Estado. Desse total, seis já
aprovaram legislação proibitiva. É o caso de
Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Juiz de Fora, na
Zona da Mata, onde as sacolinhas estão com os dias contados,
já que o prazo para adaptação do comércio
vence em julho e agosto de 2012, respectivamente. Em pelo menos
cinco municípios há projeto de lei em tramitação
e em 13 a questão está na pauta de discussões
de prefeituras e câmaras municipais.
De
acordo com informações da Associação
Mineira dos Supermercados (Amis), a instituição tem
recebido freqüentemente solicitações de prefeituras
interessadas em projetos de lei nos moldes da legislação
da Capital. Na avaliação do superintendente da Amis,
Adilson Rodrigues, o fim da sacola convencional e a propagação
da biodegradável segue uma tendência mundial. "
uma medida em consonância com as exigências atuais do
planeta", disse.
Proibição - Dados da Amis mostram que, desde
o início da proibição em Belo Horizonte, determinada
pela Lei 9.529/2008, o uso das embalagens diminuiu em 80%, passando
de 450 mil sacolas tradicionais diárias para 90 mil biodegradáveis.
A expectativa do superintendente da Amis é de que o consumo
da biodegradável se restrinja a 20 mil por dia, o que representa
menos de 5% do total de 450 mil.
Dados
da Secretaria Adjunta de Fiscalização da Capital mostram
que a sacola plástica era usada em pelo menos 38% de 374
estabelecimentos comerciais fiscalizados no início deste
ano. A expectativa é de que esse percentual caia significativamente
até o final do ano graças ao cumprimento efetivo da
lei.
Pioneira
nesse tipo de proibição no país, Belo Horizonte
serviu de modelo para São Paulo. O governo daquele estado
assinou compromisso com a Associação Paulista de Supermercados
(Apas), estabelecendo que, a partir de 25 de janeiro de 2012, seja
efetivada a substituição de sacolas tradicionais pelas
biodegradáveis.
Fonte:
jornal Diário do Comércio
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