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Mercado
de Celulose: Conjuntura Bracelpa
01/09/2011 - A receita de exportações
da indústria brasileira de celulose e papel cresceu 6,8%
de janeiro a julho de 2011, em relação ao mesmo período
de 2010. No total, a receita de exportações somou
US$ 4,1 bilhões nesses sete meses, sendo que 68,6% desse
montante - US$ 2,8 bilhões - correspondem à receita
das vendas externas de celulose.
De
janeiro a julho deste ano, a produção de celulose
chegou a 8,1 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente
estável em relação ao mesmo período
do ano passado. O mesmo ocorreu com a produção de
papel que atingiu o volume de 5,7 milhões de toneladas.
As
vendas domésticas de papel produzido no País registraram,
no período, recuo de 1,8%. Os segmentos de imprimir e escrever
e de papelcartão foram os que mais sentiram essa variação.
Na avaliação da Bracelpa, esse resultado foi influenciado
pelo aumento das importações desses produtos, nos
quais incide a imunidade de impostos quando são destinados
à produção de livros, jornais e revistas.
Os papéis de imprimir e escrever e papelcartão têm
sido alvo de ações ilegais, pois, após serem
declarados como imunes de impostos, são utilizados em outras
finalidades que não para fins editoriais, concorrendo com
o papel tributado. Isso prejudica a concorrência justa e leva
à evasão fiscal.
Papel
Imune - A legislação brasileira concede imunidade
de impostos que incidam sobre "livros, jornais, periódicos
e ao papel destinado à sua impressão". A medida
busca estimular a difusão da cultura e o hábito da
leitura, reduzindo o preço final desses produtos, benefício
que não é estendido a outras finalidades de uso do
papel. No entanto, parte do produto declarado para uso editorial
vem sendo desviada na cadeia de comercialização. Em
2010, as operações ilegais com papéis declarados
imunes movimentaram 620 mil toneladas de papéis de imprimir
e escrever e resultaram em uma perda estimada de R$ 411 milhões
para os cofres p úblicos. Sem o pagamento de impostos devidos,
esses papéis desviados competem deslealmente no mercado,
com uma vantagem de preços de até 35% em relação
ao produto nacional tributado.
Fonte:
Bracelpa
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