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Para
especialista mudança no Código Florestal pode agravar
desastres
A redução do tamanho da faixa
de preservação obrigatória às margens
dos rios, pode agravar a vulnerabilidade do País em relação
a desastres climáticos.
07/07/2011 - A redução do tamanho da faixa de
preservação obrigatória às margens dos
rios, prevista no projeto de reforma do Código Florestal
(PL 1876/99) já aprovado pela Câmara, pode agravar
a vulnerabilidade do País em relação a desastres
climáticos. A advertência foi feita pela coordenadora
de Riscos a Deslizamentos do Centro de Monitoramento e Alerta de
Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência
e Tecnologia, Noris Diniz. Ela participou de audiência pública
promovida pela Comissão Especial de Prevenção
de Catástrofes Climáticas da Câmara.
De acordo com o texto aprovado e enviado ao Senado, o novo código
mantém as faixas de proteção às margens
de rios (30 a 500 metros), mas passam a ser medidas a partir do
leito regular e não do leito maior. A exceção
é para os rios de até dez metros de largura, para
os quais é permitida a recomposição de metade
da faixa (15 metros) se ela já tiver sido desmatada.
Noris Diniz também manifestou preocupação com
a não aplicação das normas de preservação
do código em vigor. Ela ponderou, contudo, ser preciso compreender
as necessidades habitacionais da população mais pobre.
"Não se trata de simplesmente proibir, mas sim de estabelecer
políticas de manejo adequado nas áreas de risco, porque
as pessoas precisam morar."
Segundo a cientista, a tragédia que atingiu a região
serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, teria sido muito
menor se a água acumulada no topo dos montes tivesse escoado
sem os obstáculos impostos pela ocupação humana
inadequada, ocorrida em desacordo com as normas atuais do Código
Florestal.
Fonte: Agência Câmara/Adaptado por CeluloseOnline
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