Venda de sacos biodegradáveis cresce

Fabricante de embalagens plásticas de origem vegetal registra alta de 40% no faturamento em dois meses.

STEFÂNIA ANTONACI, especial para o DC.

30/06/2011 - Dois meses após a entrada em vigor da Lei Municipal 9.529/2008, que determina a substituição das sacolas plásticas à base de petróleo, o mercado para os fabricantes de sacolas biodegradáveis segue aquecido. O diretor da Embalixo, empresa sediada em Campinas (SP), Rafael Costa afirma que as vendas do saco de lixo de origem vegetal foram responsáveis pelo aumento de 40% no faturamento da empresa nos últimos dois meses.

"Conseguimos oferecer o produto, praticamente, com o mesmo custo de comercialização e isso foi repassado ao consumidor. Além disso, devido à conscientização dos consumidores e ao cumprimento da lei, hoje somos líderes desse mercado na Capital e esperamos crescer mais", justifica.

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A Embalixo tem capacidade instalada para produção de 700 toneladas de embalagens por mês.

A expectativa da empresa é atingir crescimento de 80% até o fim deste ano. "Acreditamos que nos próximos meses as vendas aumentem ainda mais, pois muitos consumidores ainda têm em casa estocadas as sacolas plásticas provenientes de compras antigas e que são utilizadas para recolher o lixo doméstico", explica Costa.

Um levantamento feito pela Associação Mineira de Supermercados (Amis) indica que nos supermercados de Belo Horizontes, nestes dois meses de implantação da "lei das sacolinhas", a utilização das sacolas plásticas descartáveis compostáveis, feitas à base de amido de milho, é cada vez menor nos supermercados.

Na primeira semana de vigência da lei, eram vendidas 270 mil sacolas feitas de origem vegetal. Já no relatório da Amis realizado entre os dias 12 a 18 de junho nos supermercados de Belo Horizonte foram registradas 18 mil sacolas descartáveis compostáveis por dia. Acredita-se que em agosto esse número caia para 9 mil, atestando a mudança de hábito do consumidor a partir do uso freqüente das sacolas retornáveis.

Nesse sentido, o levantamento aponta que de cada 10 consumidores que vão a supermercados, nove já estão levando as sacolas retornáveis. Na primeira semana de implantação, ou seja, ainda em abril, a proporção era de quatro em 10.

Segundo o diretor da Embalixo, o momento é favorável para investir nos negócios. "O consumidor está mais consciente, por isso estamos propícios a apostar nesse nicho", explica Costa, ao ressaltar que normas semelhantes estão sendo adotadas por outros cidades, como em São Paulo, onde a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas a consumidores ficará proibida a partir de janeiro de 2012.

A Embalixo tem sete anos de atuação, com representantes em todo o Brasil e vem ganhando destaque no ramo de embalagens flexíveis pelo investimento em tecnologia. Segundo Costa existe a preocupação em sempre desenvolver produtos inovadores e a preservação do meio ambiente.

Recentemente a Embalixo lançou, com exclusividade, no Brasil a linha de sacos para lixo antibacteriana, com alta tecnologia que reduz os odores causados pelas bactérias e otimiza a utilização dos sacos para lixo. Mas, conforme Costa, o carro-chefe da empresa são as linhas biodegradável e sustentável.

Atualmente, a fábrica de Campinas produz 450 toneladas por mês de sacos sustentáveis. A Embalixo espera até 2013 que os sacos sustentáveis sejam responsáveis por 90% das vendas da empresa.

A Embalixo possui capacidade instalada para produção de 700 toneladas de embalagens por mês. Com recentes investimentos na modernização de equipamentos, a empresa espera aumentar em 20% o quadro de funcionários, o que deve ocorrer no início de 2012.

Fonte: Diário do Comércio