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Igreja
Católica anuncia abaixo-assinado contra novo Código
Florestal
Documento convoca
os católicos a participar do processo de aperfeiçoamento
do Código Florestal.
21/06/2011
- A igreja católica poderá mobilizar suas 12 mil paróquias
para fazer circular um abaixo-assinado contra o projeto do novo
Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados e
em tramitação no Senado Federal. O anúncio
foi feito na sexta-feira (17) em Brasília pela cúpula
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que pretende
criar um fórum com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e um grupo
de ex-ministros do Meio Ambiente contrários às mudanças
propostas na lei.
O Conselho Permanente da CNBB divulgou nota contra a flexibilização
do uso de áreas de preservação permanente (APP)
e contra a anistia das multas e penalidades a quem desmatou, estabelecidas
no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O documento convoca os católicos "a participar do processo
de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando
as forças sociais e promovendo abaixo-assinados contra a
devastação". Segundo a CNBB, as decisões
referentes ao código não podem ser motivadas por uma
lógica produtivista que não leva em consideração
a proteção da natureza, da vida humana e das fontes
da vida. "Não temos o direito de subordinar a agenda
ambiental à agenda econômica", diz ainda a nota
da CNBB.
Em 2010, a participação da Igreja Católica
viabilizou o recolhimento de mais de 1 milhão de assinaturas
em favor da Lei da Ficha Limpa aprovada pelo Congresso Nacional.
Com a mobilização de agora, a CNBB espera ser ouvida
na discussão do novo código. "Não queremos
nos furtar a participar da melhoria do texto", disse à
imprensa o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich
Steiner.
Além de destacar a importância de participar das discussões,
o bispo disse esperar que o Senado convoque a Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC) para debater a proposta.
No mês passado, a SBPC apresentou ao Congresso Nacional e
ao governo federal um estudo preliminar sobre as consequências
da mudança do código no aumento do desmatamento.
"Espero ser convidada para o debate. Já estamos com
a apresentação pronta", disse à Agência
Brasil a presidente da SBPC, a bioquímica Helena Nader. Ela
informou que a presidência do Senado não acatou nenhuma
das sugestões encaminhadas pela SBPC em carta, como, por
exemplo, a proposta de que a Casa inclua a Comissão de Ciência,
Tecnologia, Inovação, Comunicação e
Informática (CCT) na discussão do projeto do novo
código.
Fonte: Jornal do Commercio-PE/Adaptado por CeluloseOnline
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